soluções para mineração

Da universidade ao mercado: Core Case apoia o ensino prático no curso de Geologia da UFS

Campus da Universidade Federal de Sergipe. (Foto: Divulgação/ UFS).

Em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS), a Core Case destinou caixas Smart Cases e separadores de intervalo (Core Shocks) ao Laboratório de Descrição de Amostras de Rochas e Testemunhos de Sondagem (LDARTS), fortalecendo a formação de futuros geólogos com soluções modernas de acervo. Os materiais chegaram nesta segunda-feira (28/9), no campus da universidade, e foram recebidos sob a liderança do Prof. Joaquim Daniel, responsável por integrar as soluções à infraestrutura de ensino e pesquisa da instituição.

Os cases acoplam diferentes tipos de amostras da sondagem, como testemunho, britado, sedimento, calha, plugue/lateral, e polpa. (Foto: Divulgação / UFS).

Para atender às diferentes demandas de amostragem do curso, a doação contemplou mais de 600 caixas de testemunhos das linhas NQ, HQ, Petrocase e Chip,  acompanhadas dos separadores de intervalo (Core Shocks) e das tampas. Todo o lote foi entregue equipado com as TAGs adesivas Smart Case, permitindo que os alunos aprendam na prática a gerenciar e rastrear acervos geológicos digitalmente.

Modernização do acervo e impacto no dia a dia acadêmico

As soluções doadas foram incorporadas à litoteca do Laboratório de Descrição de Amostras de Rochas e Testemunhos de Sondagem (LDARTS) da UFS. A iniciativa tem como objetivos a substituição gradativa das antigas caixas de madeira, já desgastadas pelo tempo, e o apoio do material para disciplinas práticas.

Segundo o Prof. Joaquim Daniel, a melhoria estrutural reflete-se na qualidade do aprendizado dos estudantes e pesquisadores:

“O acervo é utilizado em cursos e treinamentos destinados tanto a estudantes em fases avançadas quanto a geólogos e profissionais da área, além de apoiar trabalhos de conclusão de curso, dissertações de mestrado e teses de doutorado. As caixas da Core Case representam, portanto, uma importante melhoria na organização e conservação do acervo e contribuem diretamente para a qualidade das atividades práticas.”

O Prof. Dr. Joaquim Daniel de Liz, docente de Geologia na UFS desde 2013 e doutor em Geociências pela UFRGS, coordena as atividades do LDARTS. (Foto: Divulgação / UFS).

Saiba como as caixas da Core Case garantem proteção e a organização adequada dos testemunhos geológicos.

Reduzindo a distância entre a sala de aula e a indústria mineral

A aproximação dos estudantes com soluções de padrão internacional durante a graduação acelera a adaptação dos formandos às exigências das grandes mineradoras. Em campanhas de exploração, os testemunhos constituem um dos principais patrimônios da pesquisa mineral, exigindo padronização e integridade.

Para o docente da UFS, vivenciar esse fluxo de organização do acervo prepara o estudante para a responsabilidade do mercado:

“É muito importante que a formação universitária aproxime o estudante, desde cedo, da realidade que encontrará no mercado de trabalho. O contato com equipamentos e materiais utilizados atualmente pela indústria mineral permite ao aluno desenvolver familiaridade com as rotinas e os padrões adotados profissionalmente.

As caixas foram adesivadas com a TAGs Smart Case, possibilitando a integração com um sistema próprio de controle e rastreabilidade das caixas (Foto: Divulgação / UFS).

Durante uma campanha de sondagem, o testemunho precisa ser adequadamente organizado, preservado, identificado, descrito e amostrado. Compreender todo esse fluxo faz parte da formação de um geólogo preparado. Ao utilizar soluções semelhantes às encontradas em projetos reais, reduzimos a distância entre a formação acadêmica e a prática profissional.”

A formação de um geólogo de excelência exige o equilíbrio entre a teoria acadêmica e a prática operacional enfrentada diariamente na indústria mineral. A Core Case busca ser aliada nessa prática.
(Foto: Divulgação / UFS).

Sinergia entre universidade e setor produtivo

A iniciativa da Core Case integra um compromisso contínuo em apoiar centros acadêmicos por todo o Brasil. O Prof. Joaquim Daniel, que atuou por anos no mercado de exploração mineral antes de se dedicar à docência, ressalta que essa cooperação gera benefícios mútuos:

“Minha trajetória profissional começou no setor mineral. Por essa experiência, conheço de perto a importância da aproximação entre as empresas e a universidade. No curso de Geologia da UFS, temos o diferencial de dedicar especial atenção à descrição de testemunhos na disciplina de Prospecção Mineral e em cursos anuais de capacitação.

Essa relação de cooperação é extremamente positiva: a universidade cumpre sua função de formar profissionais qualificados e produzir conhecimento, enquanto as empresas mantêm contato com as demandas do mercado. Iniciativas como a da Core Case proporcionam contato com materiais efetivamente utilizados pela indústria, melhoram a infraestrutura de ensino e aproximam as empresas do ambiente onde estão sendo formados seus futuros profissionais.”

Fundamentos para a era do ESG e da tecnologia

Em um cenário de rápida transformação digital e de exigência por práticas de governança e sustentabilidade na mineração, a tecnologia atua como aliada, mas não substitui a precisão da amostragem geológica. Ao deixar sua mensagem para os futuros geólogos, o professor reforça a relevância do rigor na coleta de dados:

“A mineração passa por uma transformação muito rápida com inteligência artificial, sensoriamento remoto e automação. Ao mesmo tempo, aspectos ambientais, sociais e de governança assumem importância crescente. Contudo, tudo começa com a aquisição de dados de qualidade: nenhuma tecnologia produz bons resultados se os dados de origem forem obtidos de maneira inadequada ou sem fundamentação geológica consistente.

Minha mensagem para os futuros geólogos é que procurem desenvolver simultaneamente três características: uma base técnica sólida, capacidade de adaptação às novas tecnologias e responsabilidade sobre as consequências de suas decisões. O profissional que conseguir integrar esses três aspectos estará preparado para enfrentar os desafios das próximas décadas.”

Leia mais sobre tecnologia na mineração.

De geólogo para futuros geólogos: a visão da Core Case

A iniciativa ganha um significado pessoal sob a ótica da liderança da Core Case. Para o diretor da empresa, Daniel Bortowski, geólogo de formação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), o apoio às universidades é uma forma de proporcionar às novas gerações as oportunidades práticas que eram raras no passado.

“Para mim, essa iniciativa tem um significado muito especial, tanto como geólogo quanto como diretor da Core Case. Quando fiz minha graduação, na segunda metade dos anos 1990, havia uma distância muito maior entre as empresas e a universidade. Tive pouquíssimo contato com testemunhos de sondagem durante a faculdade e só fui aprender a descrevê-los e trabalhar com esse tipo de material quando já estava atuando profissionalmente.

Modelo do Case HQ, Geração II, em uso. (Foto: Reprodução / Core Case).

Por isso, vejo um valor enorme em proporcionar aos estudantes esse contato ainda dentro da universidade. Nem todos terão a oportunidade de estagiar em uma mineradora durante a graduação, então tudo aquilo que conseguimos levar da realidade da indústria para o ambiente acadêmico faz diferença na formação desses futuros profissionais”, destaca Daniel.

A proposta da Core Case busca ir além do fornecimento de insumos, construindo parcerias contínuas que promovam o desenvolvimento técnico e a troca de conhecimento.

“Institucionalmente, é exatamente esse tipo de relação que queremos construir. Não queremos que nossa participação junto às universidades se limite à doação de caixas de testemunhos. Queremos contribuir com produtos, conhecimento, participação em eventos, seminários e outras iniciativas que aproximem a academia da indústria mineral. Ver nossas soluções na UFS apoiando o ensino é motivo de muita satisfação. De certa forma, estamos oferecendo aos estudantes de hoje algumas das experiências que eu gostaria de ter tido quando estava na universidade”, conclui o diretor.

Projetando um espaço modelo para a UFS

A entrega dos insumos é o ponto de partida para a estruturação de um espaço modelo de descrição e amostragem de testemunhos no Laboratório de Descrição de Amostras de Rochas e Testemunhos de Sondagem. O ambiente contará com um painel de divulgação para os apoiadores, funcionando como um projeto piloto a ser replicado em outros centros acadêmicos pelo Brasil.

Escopo do futuro projeto. (Foto: Reprodução / Core Case).

Conheça o Departamento de Geologia da Universidade Federal de Sergipe.

Sobre a Core Case

A Core Case é referência global no desenvolvimento de caixas de testemunhos e acessórios para amostragem geológica produzidos em plástico 100% reciclado. Além de oferecer produtos ergonômicos, duráveis e sustentáveis para o mercado mineral, a empresa investe continuamente no apoio a instituições de ensino e na formação das novas gerações da geologia brasileira.

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Promovido pela Brasil Mineral, o encontro discutiu desafios operacionais, atração de capitais e novos projetos na cadeia aurífera

Seminário em SP reúne executivos, investidores e mineradoras para debater o futuro e o boom do ouro no Brasil

Promovido pela Brasil Mineral, o encontro discutiu desafios operacionais, atração de capitais e novos projetos na cadeia aurífera

Mais de 140 executivos do setor mineral participaram do evento. Foto: Stefanne Senne.

SÃO PAULO (SP) – O avanço de novos projetos de mineração de ouro no Brasil e o aquecimento do mercado global deram o tom do seminário “Além das Onças – Presente e futuro dos projetos de ouro no Brasil”, promovido na terça-feira (22/9), pela Revista Brasil Mineral, no Auditório Mattos Filho. Patrocinadora Master do encontro, a Core Case marcou presença, reforçando não somente a importância dos fornecedores para a viabilidade técnica e agilidade produtiva, como também o papel das práticas socioambientais logo nas primeiras fases de pesquisa mineral.

A programação contou com painéis dedicados à viabilidade técnica dos projetos, ao surgimento de novos players no mercado aurífero e às diretrizes para a produção responsável. O evento encerrou-se com um debate sobre os caminhos para o financiamento de projetos de mineração do ouro em âmbito nacional e internacional.

Debates no Auditório Mattos Filho abordaram a atração de investimentos e o gargalo de mão de obra na mineração aurífera (Foto: Stefanne Senne / Brasil Mineral).

O otimismo do setor é impulsionado por números expressivos: segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), o ouro manteve forte valorização no primeiro semestre de 2026 e respondeu por mais de R$ 25 bilhões do faturamento da mineração brasileira, representando 16,8% do faturamento do setor mineral no país. Durante a abertura, Gilberto Azevedo, vice-presidente de Novos Negócios da Kinross Brasil, reforçou que o tempo médio para abrir uma mina no Brasil é de 17,3 anos, prazo muito próximo das reservas globais (20 anos), o que aumenta a pressão por eficiência e agilidade na pesquisa geológica.

Os representantes comerciais da Core Case no Brasil, Edson Onofri e Pedro Onofri, acompanhados do vice-presidente de Sustentabilidade e Assuntos Corporativos da AngloGold Ashanti Brasil, Othon de Villefort Maia, durante o seminário (Foto: Divulgação / Core Case).

Em um cenário onde fundos de investimento e mineradoras globais exigem rigor técnico e mitigação de riscos, a preservação do acervo de sondagem ganha papel estratégico, conforme destacado no painel “Da prospecção à mina: viabilidade técnica e investimento”. A conservação adequada do testemunho de sondagem é fundamental para comprovar a viabilidade das onças de ouro, justificando aportes financeiros para a expansão brownfield, que tem sido o principal foco das novas mineradoras participantes do painel “Novos players em ouro no Brasil”.

Edson Onofri, representante comercial da Core Case no Brasil e atuante no mercado da mineração há mais de 30 anos, explica que a segurança do ativo começa no campo, na fase da exploração geológica. “O testemunho é o maior patrimônio de uma pesquisa; mantê-lo protegido contra degradação garante a auditabilidade e a rastreabilidade do acervo por décadas. A Core Case atua como aliada da mineração nesse processo, assegurando que o dado geológico permaneça íntegro para dar suporte às decisões de investimento.” A tecnologia Smart Case, desenvolvida pela Core Case, une caixas de alta resistência e durabilidade com um sistema de identificação e controle dos testemunhos armazenados nos galpões, otimizando o trabalho das equipes de geologia.

Saiba mais sobre a tecnologia Smart Case.

O boom do ouro também representou avanços no desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva. As metas e desafios dentro do setor de ESG – Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança) das empresas foram debatidas no painel “Ouro responsável e tendências para os próximos anos”.

Equipe da Core Case Brasil com a jornalista Mara Fornari e a publicitária Marta Camargo (Foto: Stefanne Senne / Brasil Mineral).

“O debate sobre o ouro responsável no Brasil passa diretamente pela transparência em todas as pontas do processo”, avalia Edson Onofri. “Hoje, as medidas ambientais devem caminhar junto com a etapa de prospecção. Quando as mineradoras e as empresas prestadoras de serviço de sondagem substituem as caixas de testemunhos de madeira, até 15 anos atrás muito usadas na mineração brasileira, por caixas de testemunho em plástico 100% reciclado da Core Case, reduz-se drasticamente a pegada de carbono, contribuindo para que as empresas cumpram com suas metas ambientais.”

Core Case e a sustentabilidade na pesquisa mineral.

O encontro reuniu executivos e lideranças de grande relevância no setor, incluindo painelistas e debatedores de empresas e instituições como AngloGold Ashanti, Brinks, Coogavepe (Cooperativa dos Garimpeiros do Vale do Rio Peixoto), Ero Brasil, Geofocus, GMining Ventures, Grupo Geopar, Hochschild Mining Brasil, Integratio, Kinross Brasil, MID Infraestrutura, PA Gold, Pan American Silver e XP Investimentos, além de investidores e executivos do escritório Mattos Filho.

Bastidores do seminário “Além das Onças”: representantes da Core Case, Edson Onofri e Pedro Onofri, ao lado da equipe e organizadores da Revista Brasil Mineral. (Foto: Stefanne Senne / Brasil Mineral).

Confira mais fotos do evento.

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Core Shock: organização e precisão em cada intervalo

O Core Shock é o sistema exclusivo da Core Case para separação de intervalos em testemunhos de sondagem. Desenvolvido em material resistente, ele garante encaixe rápido, seguro e intuitivo, eliminando de vez o uso de blocos de madeira e soluções improvisadas.

Os blocos de madeira usados tradicionalmente como separadores apresentam um problema crítico: com o tempo, podem apodrecer, se desgastar e perder legibilidade. Esse desgaste compromete a confiabilidade dos registros e coloca em risco a precisão das informações de sondagem. O Core Shock resolve essa fragilidade ao oferecer separadores produzidos no mesmo material resistente das caixas, garantindo durabilidade e segurança dos dados em qualquer condição de campo.

Cada separador pode receber marcações feitas manualmente, utilizando canetões, como a nossa Core Marker ou impressões diretas, via Core Case Tech.

Estas são facilidades pensadas pela Core Case que permitem registrar dados de forma clara e duradoura, assegurando padronização, rastreabilidade e evitando a perda de informações essenciais ao longo do tempo.

Disponível em versões adaptadas para cada tipo de caixa, o Core Shock mantém os dados estáveis e organizados dentro do fluxo de trabalho, oferecendo mais confiabilidade para geólogos e equipes de campo.

Core Shock é eficiência aplicada à sondagem: informação preservada, operação padronizada e resultados mais seguros.

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