Seminário em SP reúne executivos, investidores e mineradoras para debater o futuro e o boom do ouro no Brasil

Promovido pela Brasil Mineral, o encontro discutiu desafios operacionais, atração de capitais e novos projetos na cadeia aurífera

Mais de 140 executivos do setor mineral participaram do evento. Foto: Stefanne Senne.

SÃO PAULO (SP) – O avanço de novos projetos de mineração de ouro no Brasil e o aquecimento do mercado global deram o tom do seminário “Além das Onças – Presente e futuro dos projetos de ouro no Brasil”, promovido na terça-feira (22/9), pela Revista Brasil Mineral, no Auditório Mattos Filho. Patrocinadora Master do encontro, a Core Case marcou presença, reforçando não somente a importância dos fornecedores para a viabilidade técnica e agilidade produtiva, como também o papel das práticas socioambientais logo nas primeiras fases de pesquisa mineral.

A programação contou com painéis dedicados à viabilidade técnica dos projetos, ao surgimento de novos players no mercado aurífero e às diretrizes para a produção responsável. O evento encerrou-se com um debate sobre os caminhos para o financiamento de projetos de mineração do ouro em âmbito nacional e internacional.

Debates no Auditório Mattos Filho abordaram a atração de investimentos e o gargalo de mão de obra na mineração aurífera (Foto: Stefanne Senne / Brasil Mineral).

O otimismo do setor é impulsionado por números expressivos: segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), o ouro manteve forte valorização no primeiro semestre de 2026 e respondeu por mais de R$ 25 bilhões do faturamento da mineração brasileira, representando 16,8% do faturamento do setor mineral no país. Durante a abertura, Gilberto Azevedo, vice-presidente de Novos Negócios da Kinross Brasil, reforçou que o tempo médio para abrir uma mina no Brasil é de 17,3 anos, prazo muito próximo das reservas globais (20 anos), o que aumenta a pressão por eficiência e agilidade na pesquisa geológica.

Os representantes comerciais da Core Case no Brasil, Edson Onofri e Pedro Onofri, acompanhados do vice-presidente de Sustentabilidade e Assuntos Corporativos da AngloGold Ashanti Brasil, Othon de Villefort Maia, durante o seminário (Foto: Divulgação / Core Case).

Em um cenário onde fundos de investimento e mineradoras globais exigem rigor técnico e mitigação de riscos, a preservação do acervo de sondagem ganha papel estratégico, conforme destacado no painel “Da prospecção à mina: viabilidade técnica e investimento”. A conservação adequada do testemunho de sondagem é fundamental para comprovar a viabilidade das onças de ouro, justificando aportes financeiros para a expansão brownfield, que tem sido o principal foco das novas mineradoras participantes do painel “Novos players em ouro no Brasil”.

Edson Onofri, representante comercial da Core Case no Brasil e atuante no mercado da mineração há mais de 30 anos, explica que a segurança do ativo começa no campo, na fase da exploração geológica. “O testemunho é o maior patrimônio de uma pesquisa; mantê-lo protegido contra degradação garante a auditabilidade e a rastreabilidade do acervo por décadas. A Core Case atua como aliada da mineração nesse processo, assegurando que o dado geológico permaneça íntegro para dar suporte às decisões de investimento.” A tecnologia Smart Case, desenvolvida pela Core Case, une caixas de alta resistência e durabilidade com um sistema de identificação e controle dos testemunhos armazenados nos galpões, otimizando o trabalho das equipes de geologia.

Saiba mais sobre a tecnologia Smart Case.

O boom do ouro também representou avanços no desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva. As metas e desafios dentro do setor de ESG – Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança) das empresas foram debatidas no painel “Ouro responsável e tendências para os próximos anos”.

Equipe da Core Case Brasil com a jornalista Mara Fornari e a publicitária Marta Camargo (Foto: Stefanne Senne / Brasil Mineral).

“O debate sobre o ouro responsável no Brasil passa diretamente pela transparência em todas as pontas do processo”, avalia Edson Onofri. “Hoje, as medidas ambientais devem caminhar junto com a etapa de prospecção. Quando as mineradoras e as empresas prestadoras de serviço de sondagem substituem as caixas de testemunhos de madeira, até 15 anos atrás muito usadas na mineração brasileira, por caixas de testemunho em plástico 100% reciclado da Core Case, reduz-se drasticamente a pegada de carbono, contribuindo para que as empresas cumpram com suas metas ambientais.”

Core Case e a sustentabilidade na pesquisa mineral.

O encontro reuniu executivos e lideranças de grande relevância no setor, incluindo painelistas e debatedores de empresas e instituições como AngloGold Ashanti, Brinks, Coogavepe (Cooperativa dos Garimpeiros do Vale do Rio Peixoto), Ero Brasil, Geofocus, GMining Ventures, Grupo Geopar, Hochschild Mining Brasil, Integratio, Kinross Brasil, MID Infraestrutura, PA Gold, Pan American Silver e XP Investimentos, além de investidores e executivos do escritório Mattos Filho.

Bastidores do seminário “Além das Onças”: representantes da Core Case, Edson Onofri e Pedro Onofri, ao lado da equipe e organizadores da Revista Brasil Mineral. (Foto: Stefanne Senne / Brasil Mineral).

Confira mais fotos do evento.

Rolar para cima