Mineração

Caixas alinhadas – testemunhos seguros.

Na mineração, onde cada detalhe para garantir a segurança, a eficiência e a integridade das amostras é importante, o empilhamento das caixas de testemunho é uma questão estratégica.

Quando as caixas não se alinham corretamente, como ocorre com muitas opções do mercado, o resultado é um estoque desalinhado, instável e arriscado.

Esse tipo de empilhamento pode comprometer a segurança no galpão, dificultar a movimentação e ocupar um espaço muito maior do que o necessário. Além disso, a pressão desigual sobre os cases da base reduz drasticamente sua vida útil, o que pode afetar diretamente a conservação dos testemunhos armazenados.

As caixas da Core Case foram projetadas para evitar todos esses problemas.  

Com um enfileiramento perfeito, elas se encaixam com precisão, criando uma estrutura estável e segura. Essa estabilidade permite armazenar grandes volumes com muito mais ergonomia e segurança, otimizando o espaço físico e reduzindo os riscos operacionais.

A leveza dos materiais, aliada à durabilidade dos componentes, torna o manuseio mais fácil sem comprometer a resistência.

Ao olhar um estoque organizado com caixas Core Case, a diferença salta aos olhos: o alinhamento transmite profissionalismo, controle e cuidado com o material armazenado. Mas o benefício vai além da aparência. Cada detalhe do design foi pensado para proteger os testemunhos ao longo do tempo, evitando deformações nas caixas, minimizando o desgaste e preservando a integridade das informações geológicas.

Escolher a Core Case é investir na longevidade dos seus projetos.

Com empilhamento preciso, segurança reforçada e aproveitamento inteligente do espaço, nossas soluções garantem que seus testemunhos estejam sempre protegidos.

Ninguém cuida melhor de suas amostras como a Core Case.

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Chip Case MINI: evolução que nasce da escuta

Chip Case vs Chip Case Mini

Em 2020, a Core Case lançou a Chip Case: uma caixa com 60 compartimentos, desenvolvida especialmente para amostras de sondagem RC (Circulação Reversa). O objetivo era trazer mais organização, resistência e ergonomia para o dia a dia das mineradoras. E conseguimos.

A receptividade foi excelente e muitas mineradoras passaram a usar a Chip Case. Mas uma coisa aprendemos com a experiência: ouvir o cliente é a forma mais eficiente de evoluir.

Ao longo do tempo, notamos um padrão: muitas mineradoras não utilizavam todos os compartimentos disponíveis. Em furos mais curtos, ou quando o projeto exigia menos etapas de amostragem, o que era para ser vantagem virava desperdício de espaço, de material e até de logística.

Foi aí que nasceu a ideia da Chip Case MINI.

Pequena no nome.
Enorme no resultado.

A Chip Case MINI possui 10 compartimentos, com o mesmo nível de resistência, proteção e durabilidade que a versão padrão. Isso significa:

✔️ Menos peso para carregar;
✔️ Mais economia no transporte;
✔️ Melhor aproveitamento de espaço nos galpões e campos de sondagem;
✔️ Mais agilidade no manuseio e organização das amostras.

Além disso, ela possui Connecting System, que permite acoplar uma caixa à outra de forma simples e segura. Ou seja: se o furo for maior, é só conectar e pronto, você tem 20, 30 ou quantos compartimentos precisar.

A Chip Case MINI, assim como todos os nossos produtos, é feita com plástico 100% reciclado, pensada para reduzir impactos ambientais e feita para durar.

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Tendências na Mineração: Saiba quais serão os pontos que definirão o cenário desta indústria neste ano

Tendências na Mineração para 2024

Estamos iniciando o ano e não poderíamos deixar de trazer as principais tendências que definirão o cenário da Mineração em 2024. Confira abaixo.

1 – Sustentabilidade e Responsabilidade Ambiental:

Práticas mais ecológicas, reduzindo emissões de carbono, gerenciando resíduos eficientemente e incorporando tecnologias de reciclagem.

2 – Mineração Inteligente e Digital:

A digitalização impulsiona a eficiência e a segurança na mineração, integrando sensores, análise de dados e comunicação para monitorar operações em tempo real, otimizando recursos e aumentando a segurança dos trabalhadores.

3 – Automação e Robótica:

Veículos autônomos, equipamentos de perfuração automatizados e sistemas de transporte sem motorista estão tornando-se norma, reduzindo riscos humanos e aumentando a produtividade.

4 – Exploração Mineral Avançada:

Tecnologias como levantamento geofísico aéreo, mapeamento de alta resolução e análise de dados geológicos estão revolucionando a busca por depósitos minerais.

5 – Mineração Espacial:

A mineração espacial, embora em estágios iniciais, promete uma fonte inesgotável de recursos preciosos.

6 – Pressões Regulatórias e Responsabilidade Social:

O foco em direitos humanos, trabalho ético e práticas transparentes leva a um aumento nas regulamentações e responsabilidade social, conferindo vantagem competitiva às empresas éticas.

7 – Mercado de Metais Estratégicos:

A demanda por lítio, cobalto e terras raras está em ascensão, impulsionada pela eletrificação e tecnologias verdes, desempenhando papel vital nas cadeias de suprimentos globais.

8 – Desafios da Escassez de Água:

A gestão hídrica e a reciclagem tornam-se essenciais, enfrentando o desafio da escassez de água em regiões de intensa atividade mineradora.

9 – Integração de Energias Renováveis:

A mineração adota energias renováveis, como solar e eólica, não apenas reduzindo emissões de carbono, mas também cortando custos operacionais.

10 – Novos Modelos de Negócios:

Parcerias colaborativas entre empresas, governos e comunidades locais surgem, visando equilibrar desenvolvimento econômico com responsabilidade social e preservação ambiental.

A Indústria da Mineração mais do que nunca enfrenta uma transformação contínua, marcada por inovações e uma crescente responsabilidade social e ambiental.

A Core Case destaca-se entre as empresas que estão na vanguarda da inovação e do compromisso com a preservação do meio ambiente.

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Core Case em Destaque: Uma Jornada de Reconhecimento Global na Indústria

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A Core Case acaba de ser destacada na última publicação de um dos relatórios mais conceituados do mundo, da Global Business Reports (GBR).
Este reconhecimento é mais do que uma simples menção; é uma validação do compromisso incansável da Core Case em liderar e inovar em sua indústria.

Desvendando os Bastidores do Reconhecimento Global

Os relatórios setoriais da GBR são conhecidos por sua precisão e pela capacidade de fornecer informações atualizadas e em primeira mão para tomadores de decisão de negócios globais. No caso da Core Case, essa inclusão destaca não apenas a excelência operacional, mas também a visão estratégica da empresa em um cenário empresarial dinâmico.

O Valor Inestimável dos Relatórios Setoriais

Os relatórios setoriais desempenham um papel fundamental na evolução das empresas, fornecendo insights essenciais para compreender e expandir mercados, otimizar cadeias de abastecimento, direcionar investimentos e identificar tendências globais. Neste contexto, a Core Case reconhece a importância destas ferramentas valiosas e agradece o árduo trabalho da GBR.

A GBR se destaca ao oferecer pesquisas aprofundadas e informações atualizadas, abrangendo uma variedade de indústrias, tais como Mineração, Petróleo e Gás, dentre outras. Este compromisso com a abrangência e precisão reflete não apenas a amplitude da GBR, mas também a diversidade e complexidade das indústrias modernas.

Importância de Bons Projetos e de Investimentos para o Setor Mineral

Em publicação, Daniel Bortowski, Diretor da Core Case, destaca a importância da análise geológica e da engenharia no desenvolvimento de bons Projetos.

"Os players concentraram-se principalmente em levantar capital nos mercados de ações, sem abordar seriamente a análise geológica ou a engenharia de depósitos potenciais, de modo que projetos ruins foram rapidamente vendidos. Esta situação impediu uma abertura real da indústria."

Além disso, Daniel também chamou atenção para a necessidade de incentivos dos governos para atrair investimento e promover o desenvolvimento de novas minas. Neste sentido, incentivar o desenvolvimento e utilização de novas tecnologias é essencial, e a automação aparece como uma tecnologia que traz uma série de benefícios para as operações.

Agradecimentos e Compromissos Futuros

A Core Case expressa profunda gratidão à GBR por sua dedicação em fornecer insights de classe mundial

Fazer parte de publicações como esta impulsiona nossa missão contínua de liderar e moldar o futuro da nossa indústria. Estamos ansiosos para contribuir cada vez mais para o Setor Mineral.

Ler revista completa (inglês)

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Tendências e tecnologias em gestão de sondagem

A busca por novas inovações que melhorem a aquisição e gestão de dados de geociências é uma realidade nas empresas de mineração. Assim, selecionamos neste artigo cinco tendências e tecnologias em gestão de sondagem.

Entre essas tendências, destacam-se:

  • a automação e robótica
  • a otimização de análise de dados
  • a implementação de inteligência artificial
  • a adoção de tecnologias e boas práticas voltadas à preservação e ESG
  • tecnologias de transformação digital voltadas à obtenção de dados diretos da fonte de sondagem, como logs de produção

Sondagem é um processo fundamental

Atualmente, a sondagem é um processo fundamental para o conhecimento geológico de uma mina ou projeto de exploração mineral. Empresas de mineração investem muitos recursos nos programas de sondagem todos os anos. Sendo assim, as amostras de testemunho compõem uma das poucas fontes de certeza sobre a geologia de subsuperfície.

A partir delas, os geólogos podem descrever, identificar, analisar e extrair características químicas, físicas e litológicas, além de ter uma estimativa de recursos minerais e diversas outras rotinas de geologia, mina e lavra. Portanto, quaisquer desvios que ocorram na fase de sondagem podem impactar diversos processos ao longo da cadeia da mineração.

Em síntese, a importância da sondagem é tamanha que novas tendências e tecnologias na gestão desse processo surgem cada vez mais. Acompanhe algumas delas.

Automação, robotização, scanners e sensores

O uso de máquinas automatizadas, sensores e scanners que realizam a captura de imagens em alta qualidade é uma tendência crescente nos galpões.

Esses equipamentos permitem que as equipes de geologia extraiam mais informações das amostras. Promovem ganho de eficiência, redução de entradas manuais, organização e padronização da base de dados.

Estes hardwares podem ser equipados com diversos sensores. Além do tradicional RGB, sensores de bandas espectrais, hiperespectrais e laser para escanear o testemunho em 3D.

As soluções incluem desde a captura e processamento de imagens até softwares com Inteligência Artificial baseados em visão computacional. Isso traz diversos insights que seriam difíceis para os olhos (e lupas) do geólogo.

Além disso, o uso de robôs automatizados, em combinação com bancadas com sistema de rolamento, facilitam a movimentação de caixas dentro dos galpões.

Eficiência é a chave. Isso inclui a adoção de práticas e tecnologias que permitam a coleta digital e direta de informações de sondagem. Por exemplo, as caixas de testemunho podem ser identificadas  com QR CODE e RFID, além da gravação física das testeiras. Isto permite que, posteriormente, máquinas autônomas e softwares, identifiquem as caixas sem a necessidade de inputs do operador.

Inteligência Artificial

Outra grande tendência é o uso de algoritmos de Inteligência Artificial na aquisição de dados de testemunhos de sondagem. A aplicação de machine learning já é uma realidade. Traz diversas oportunidades de utilização dentro da cadeia de valor da mineração, sobretudo para as equipes de geologia.

A partir de imagens das amostras é possível treinar modelos de visão computacional para a segmentação e classificação de diversos parâmetros. Por exemplo, a identificação de falhas, fraturas, texturas e classificações litológicas.

No entanto, a Visão Computacional pode ser utilizada muito além das classificações geológicas ou geotécnicas. É possível otimizar diversos processos como extrair o tamanho dos testemunhos na caixa para conferência de avanço e recuperação.

Estes algoritmos utilizam a base histórica de dados e descrições e podem ser retro alimentados a partir de novos inputs dos geólogos. Porém, para que os modelos de Inteligência Artificial sejam eficazes é fundamental a aquisição de imagens de forma padronizada e com boa qualidade.

Um cenário comum em diversos projetos é a evolução da interpretação geológica. Ao longo do tempo há mudanças nos termos utilizados, siglas e formato das descrições. Além disso, novos indicadores geológicos importantes podem ser descobertos e passam a ser a base para delinear os corpos mineralizados na interpretação atual.

Por diversas vezes geólogos precisam se desdobrar para unir descrições antigas e novas na construção e atualização do modelo geológico.  Nesse processo é frequente a necessidade de recorrer ao galpão, buscar caixas de furos antigos para reinterpretar ou reanalisar.

Os modelos de inteligência artificial podem ajudar nesse tipo de cenário. Podem-se utilizar as imagens de testemunhos antigos em modelos de IA para extrair indicadores geológicos que não foram observados no passado.

Contudo, toda tecnologia tem seu limite. Imagens capturadas no passado podem não possuir a qualidade necessária para uma boa resposta dos algoritmos. Sendo necessário usar um sensor espectral para obter um dado requerido.

Esta tendência não trata da substituição de Geólogos por algoritmos, mas da expansão das possibilidades e das capacidades dos geólogos. Ao explorar os recursos da IA podem alcançar resultados mais assertivos e otimizar os seus resultados.

Sustentabilidade, Segurança e ESG

A indústria da mineração está cada vez mais comprometida com a preservação, segurança dos colaboradores e as questões de ESG. Isso inclui garantir a implementação de práticas para avaliar o impacto ambiental das atividades da cadeia de valor e mensurar suas implicações.

As empresas mineradoras têm adotado o uso de soluções de ESG Analytics para identificar oportunidades de melhorias na cadeia de operações de sondagem.  E, observando essas diretrizes, propõem medidas para redução de desperdícios, impactos ambientais e sociais.

Um exemplo de inovação nesse sentido é a adoção das caixas de testemunho Core Case. O produto inovou o setor com a substituição das antigas caixas de madeira, por caixas produzidas a partir de plástico reciclado. Essa substituição reduz o uso de madeira como insumo dentro da sondagem, e contribui para a redução e retirada de plástico da natureza.

Além disso, as caixas de plástico reciclado produzidas pela Core Case são mais resistentes e duráveis que as caixas de madeira. Isto elimina desperdícios futuros com substituição de caixas, e possuem sistemas para garantir maior segurança e conforto para os trabalhadores. Como sistema de travamento para empilhamento, paletização e empunhadura.

Infraestrutura

Uma situação recorrente em empresas de mineração é a falta de espaço suficiente dentro dos galpões para armazenar testemunhos de sondagem. Isso leva à utilização de áreas externas aos galpões, que frequentemente ficam rodeados de pilhas de caixas e pallets. Isto leva à deterioração da identificação e perda de informação sobre os testemunhos.

Assim, há esforços significativos das equipes com movimentações e transferências para gerenciar os locais de armazenamento e absorver os fluxos de caixas. As frequentes movimentações, em busca de reorganizar os espaços de armazenamento, podem resultar em perdas de testemunho e informações geológicas valiosas.

A tendência entre grandes mineradoras é a criação de um grande galpão central de armazenamento. Grande o bastante para absorver e o armazenamento de vários projetos ou minas. Estas estruturas incluem soluções e tecnologias para facilitar e otimizar o uso e transporte de amostras de testemunho. Bancadas com sistemas de rolamento, armazenamento em porta-pallets, robotização e automatização, etc.

Neste cenário é essencial a implementação de ferramentas para controle dos inventários dos galpões e documentar as transferências e movimentações de caixas.

Transformação digital, sistemas integrados e gestão com dados em tempo real

A sondagem é um método essencial para a aquisição de informações geológicas necessárias para exploração, planejamento e operação de qualquer empreendimento de mineração.

No entanto, ela é caracterizada por ter um alto custo e uma cadeia de atividades complexas. Inclui desde a extração das amostras e identificação das caixas, transportes, movimentações em galpão, atividades de descrição, serragem, amostragem, análises e armazenamento.

Na maioria das empresas, estas atividades são realizadas por múltiplas equipes, tanto internas como externas. Muitos desses processos são gerenciados por meio de ferramentas separadas, sejam físicas ou digitais. Entretanto, essa abordagem fragmentada dificulta a gestão integrada das operações de sondagem.

Neste sentido, há um crescente investimento em sistemas de gestão integrada que permitam a visibilidade completa dos processos ao longo da cadeia.

A implementação das tecnologias da indústria 4.0, sensores, dispositivos de IoT, Business Intelligence, analytics e soluções de gestão e controle, são realidade.

As ferramentas de análise de dados em tempo real permitem identificar problemas com tempo de reação suficiente para tomada de decisão e correção.

A CORE MANAGER, da Core Case Tech, permite acompanhar as caixas de testemunho desde o momento do estoque até o seu armazenamento final. Otimiza a gestão de inventários, movimentações e atividades em galpões de sondagem, utilizando tecnologias de QR CODE e RFID embarcados nas caixas.

A coleta digital de dados e a gestão integrada visam aumentar a eficiência das operações de sondagem. Reduzem perdas, desperdícios, desvios e os erros nos dados vindos da sondagem com a digitalização dos controles.

Um nova era para a sondagem

O status quo da sondagem está mudando. Conclui-se que, essas cinco tendências e tecnologias em gestão de sondagem mostram que o processo pode ser pensado de forma diferente. As grandes mineradoras já estão atentas para as tendências que prometem revolucionar o gerenciamento, eliminado antigas práticas rudimentares.

Autor: Marcéu Barreto
Revisão: Rochelle Kazap
Diagramação: Débora Souza

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Garimpo no Brasil

Comumente no Brasil o termo “garimpo” ou “garimpagem” é associado a atividade de exploração de recursos minerais valiosos, como o ouro, de forma rústica e irregular, possuindo um caráter depreciativo. Casos como o de Serra Pelada, em Carajás, ampliam esta visão.

Mas é importante saber que, a atividade garimpeira consiste apenas em uma forma de exploração de recursos minerais, dentre muitas outras. E, além disso, é uma prática devidamente regulamentada e fiscalizada que movimenta significativamente a economia brasileira todos os anos.

Para saber mais sobre o garimpo no Brasil, leia nosso conteúdo até o final!

Definição de garimpo

Podemos definir garimpo, de forma geral, como a prática de exploração de recursos minerais na natureza que ocorre com investimentos considerados de baixa escala e de tecnologia simples, podendo ser mecanizada, mas geralmente ocorrendo manualmente.

Essas características se justificam na geologia dos depósitos minerais alvos de garimpo, que geralmente são aflorantes na superfície, facilitando a lavra à céu aberto, ou em alguns casos, por meio de galerias que expõem a rocha localizada a pouca profundidade.

Exploração garimpeira no Brasil

No Brasil, a prática garimpeira é historicamente conhecida devido a sua contribuição para o desenvolvimento nacional de nossa civilização, com os primeiros registros da atividade no país datando ainda no século XVI.

A exploração de reservas minerais por meio da atividade garimpeira é responsável por garantir matérias-primas para diversos outros segmentos da indústria, ressaltando sua importância.

Segundo dados recentes, o garimpo apresenta crescimento constante no Brasil e diferentemente da mineração industrial em larga escala, concentrada principalmente em Minas Gerais, são os estados brasileiros do Pará e Mato Grosso que se destacam devido a grande presença de empreendimentos garimpeiros.

Regularização da atividade

A regularização, tal como a fiscalização de empreendimentos garimpeiros no Brasil é realizada pela Agência Nacional de Mineração (ANM), antigo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

O título autorizativo de lavra concedido pelo órgão regulamentador para estes empreendimentos é denominado de Permissão de Lavra Garimpeira (PLG), e a exploração fica condicionada a algumas regras específicas, tais como não fazer uso de explosivos, não realizar lavra subterrânea e não ultrapassar o limite do saprólito.

A lista de minerais considerados “garimpáveis” pela agência reguladora não é pequena, contemplando diamante, minerais do grupo das micas, ouro, quartzo e suas variedades, entre outros.

A Permissão de Lavra Garimpeira (PLG) pode ser requerida por qualquer brasileiro, pessoa física ou cooperativa de garimpeiros, possui validade de 5 anos sempre renovável por igual período, a critério da ANM. 

Além disso, o tamanho das áreas de garimpo está estabelecido pelas normas da Agência Nacional de Mineração, sendo permitido no máximo 50 hectares para requerente individual e 1.000 hectares quando outorgada a cooperativa de garimpeiros.

 

Impactos positivos da atividade garimpeira

A atividade garimpeira, realizada de forma legalizada, possui uma série de aspectos positivos, já que além de ser um dos setores básicos da economia, a mineração é uma importante fonte de renda ao país. Alguns benefícios são:

    • Arrecadação de tributos: Os empreendimentos garimpeiros arrecadam tributos para o governo federal, estados e municípios, cooperando de forma relevante para a economia, principalmente das regiões onde estão localizados.
    • Geração de empregos: O setor contribui para a criação de inúmeros empregos diretos e indiretos, garantindo renda para muitas famílias.
    • Infraestrutura: A instalação de novas infraestruturas é uma necessidade recorrente em empreendimentos garimpeiros, visto que na maioria das vezes se localizam em zonas remotas. Assim, oportunizam obras benéficas para a cidade e comunidade local, tais como novas estradas, serviços de energia, comércios, dentre outros. 
    • Exploração Sustentável: Para regularizar um empreendimento de garimpo é necessária a comprovação por meio de licenças ambientais de ações que minimizem os danos ambientais causados, assegurando que a atividade garimpeira ocorrerá em conformidade com o desenvolvimento sustentável.

Tudo isso significa que a mineração garimpeira se transforma em riqueza, atuando como grande vetor do desenvolvimento regional e nacional.

A Core Case apoia a mineração legal e sustentável

A Core Case está presente onde há mineração de qualidade e realizada de forma responsável!

Nossos valores se pautam em desenvolver soluções inteligentes, tecnológicas e economicamente sustentáveis para que empreendimentos minerários possam crescer cada vez mais e contribuir com o desenvolvimento nacional, sem abrir mão da responsabilidade ambiental cada vez mais necessária!

Conheça mais sobre a Core Case e nossas soluções!

Referências:

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ESG é um dos principais desafios para o setor mineral em 2023

ESG, assim como em 2022, continua sendo um dos maiores desafios para o setor de mineração e metais.

À medida que a questão se torna uma prioridade para todas as partes interessadas, o setor está se adequando à fatores ESG com estratégias corporativas, tomada de decisões e relatórios. 

A longo prazo, a diferenciação virá para aqueles que investirem em todos os aspectos: social, ambiental e governança. O setor mineral precisa ir além e ter uma visão holística para ganhar a confiança do investidor e da comunidade em que atua. 

Confira as principais oportunidades e desafios em ESG para o setor mineral de acordo com o estudo realizado pela Ernst & Young (EY).

Gestão da água

76% dos entrevistados na pesquisa realizada pela EY citaram a gestão da água como principal desafio em ESG, esse resultado tem intensa relação com as mudanças climáticas e as preocupações com a escassez da água que aumentam ano a ano. 

A relação próxima entre organizações e governo precisa ser uma prioridade para as mineradoras. Juntos, os atores podem desenvolver planos e iniciativas que visem o cuidado e uso consciente do recurso dentro das organizações.

Economia circular

Economia circular é um conceito que associa desenvolvimento econômico a um melhor uso de recursos naturais, por meio de novos modelos de negócios e da otimização nos processos de fabricação com menor dependência de matéria-prima virgem, priorizando insumos mais duráveis, recicláveis e renováveis.

Este conceito ultrapassa o âmbito e o foco das ações de gestão de resíduos e de reciclagem, visando um escopo amplo que engloba desde o redesenho de processos, produtos e modelos de negócio, até a otimização da utilização de recursos.

Tradicionalmente, as operações de mineração seguem um processo linear de pesquisar, minerar, processar e descartar. Um exemplo da economia circular neste setor pode ser a criação de subprodutos a partir do rejeito da mineração, que podem ser usados tanto no setor mineral quanto em outras indústrias.

Biodiversidade

Empresas de mineração estão sob crescente pressão para avaliar os riscos à biodiversidade em seus negócios. De acordo com a pesquisa da EY, mineradores precisarão demonstrar que as minas estão considerando o impacto a longo prazo sobre biodiversidade.

Além de evitar consequências negativas, os mineradores também devem articular seu impacto líquido positivo. Uma ação neste caso pode ser a preservação de florestas no entorno do empreendimento, criação de parques, zoológicos e projetos sociais que visem a preservação da biodiversidade local.

Credibilidade e clareza nos dados divulgados

Organizações ao redor do mundo reportam informações ESG por meio de diferentes iniciativas e programas. Um dos mais conhecidos e utilizados no Brasil é o GRI (Global Reporting Initiative), que possibilita às empresas, de qualquer tamanho, setor ou país, a divulgação de seus impactos econômicos, ambientais e sociais, explicando como estes são gerenciados internamente. 

O objetivo destes relatórios é garantir qualidade e comparabilidade de informações que podem apoiar a tomada de decisão das partes interessadas, especialmente investidores, no direcionamento e alocação de capital. 

Em todo o mundo, a regulamentação das emissões de carbono, sustentabilidade e governança social está aumentando, e no setor mineral isso não é diferente. 

Apesar da regulamentação sobre gestão de riscos e relatos de sustentabilidade estar no início em diversos países, ainda não há um padrão normativo mundial para informações mandatórias sobre tópicos ESG, o que dificulta a comparação de companhias em um portfólio global de investimentos.  

Buscando solucionar essa questão, a IFRS Foundation Trustees formou o ISSB (International Sustainability Standards Board), que pretende desenvolver padrões mínimos de informação e relatos de sustentabilidade a serem utilizados para tomada de decisão no mercado de capitais.

Cumprindo com os novos padrões e expectativas, o setor mineral terá a obrigação de melhorar a disponibilidade, rigor, confiança e clareza dos dados apresentados a todos.

Fechamento de Mina

Esse é um dos grandes desafios do setor, o gerenciamento de ativos existentes.

Uma abordagem proativa para fechamento de mina começa quando o planejamento é realizado desde o início do empreendimento. 

Projetar uma mina com o fechamento em mente permite o engajamento contínuo dos proprietários, colaboradores e comunidades, criando oportunidades para o fechamento progressivo das atividades.

O fechamento de mina impacta uma ampla gama de partes interessadas e as expectativas estão aumentando sobre como os mineradores mitigam esses impactos, incluindo os efeitos socioeconômicos nas comunidades.

Melhorar a diversidade, equidade e inclusão

Os principais problemas incluem:

  • Aumento da participação feminina: as empresas ainda lutam para atrair, reter e promover mulheres, privando-as de ser destaque, bem como dos benefícios comprovados de uma força de trabalho mais diversificada em termos de gênero;
  • Segurança e suporte para a comunidade local: as empresas precisam mudar a forma como locais de mineração são construídos e operados, a fim de melhorar a segurança e apoio a todos os trabalhadores. Por exemplo, a construção de creches e escolas locais poderiam atrair diferentes pessoas para a mineração e proporcionar uma contribuição positiva para a comunidade.
  • Construir uma marca com propósito: a mineração deve fazer mais para construir uma marca alinhada com o propósito e valores da próxima geração de talentos. 

Saúde e segurança

Durante a pandemia de COVID-19, muitas empresas impulsionaram apoio à saúde dos trabalhadores, mas o setor ainda precisa fazer mais para melhorar a saúde psicológica e a segurança. 

Funcionários fly-in fly-out, por exemplo, enfrentam desafios para conseguir suporte, um problema que aumentou com a reclusão e isolamento relacionados à pandemia. Intimidação e assédio também são outros pontos que estão ligados a problemas contínuos em torno da falta de diversidade, inclusão e respeito.

O padrão recente publicado ISO 45003:2021, estrutura globalmente reconhecida de como gerenciar e proteger o bem-estar mental no trabalho, pode ser uma oportunidade para reformar a cultura de segurança na mineração.

Outro fator a ser considerado é a reintegração na força de trabalho. Dados mostram que 90% das pessoas que sofrem uma lesão física voltam ao trabalho em 90 dias, mas apenas 50% das pessoas que tiraram licença por causa de problemas de saúde mental voltou depois de seis meses. 

Empresas de mineração e metais precisam desenvolver uma abordagem para reintegrar esses trabalhadores, especialmente quando o trabalho é um fator causal por trás de sua doença. Isso pode incluir, por exemplo, revisar cargas de trabalho, criando uma rede de apoio e garantindo um local de trabalho mentalmente seguro. Como lesões físicas no trabalho também pode desencadear desafios de saúde mental, oferecer apoio à saúde física e mental pode ajudar os funcionários no retorno ao trabalho e à plena saúde.

Core Case – uma empresa alinhada aos pilares ESG

Desde o momento da sua concepção, a Core Case carrega consigo os pilares ESG. A empresa nasceu com o objetivo de produzir cases para armazenamento de testemunhos de sondagem em plástico 100% reciclado. Essa meta foi atingida e ao longo dos 12 anos de história a Core Case se tornou referência no Brasil.

Além dos cases sustentáveis para testemunhos de sondagem, a Core Case desenvolve ações que favorecem o desenvolvimento de projetos ligados à governança corporativa, sustentabilidade ambiental e social. 

Conheça as nossas iniciativas: ESG – Core Case.

Ademais, ressaltamos que o protagonismo da Mineração Brasileira na implementação das práticas ESG pode contribuir de forma significativa para um aumento da visibilidade e aceitação do setor que, apesar de tão relevante, ainda é bastante criticado pela sociedade.

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Elementos terras raras – o que são, aplicações e mercado mundial

Also known as the gold of the 21st century, Rare Earth Elements are widely used in high-tech equipment such as catalysts, solar cells, magnets, batteries, and lasers. 

Because of this, government agencies in several countries have started to encourage the development of the production chain of this mineral commodity.

In Brazil, one of these initiatives is the National Mining Plan 2030, strategic tool to guide medium and long term policies that can contribute to the mineral sector being a foundation for the sustainable development of the Country.

Let’s learn a little more about these elements?

What are the Rare Earth Elements?

The Rare Earth Elements are a group of seventeen elements, fifteen of which belong to the lanthanide group [elements with atomic number (Z) between 57 and 71, i.e. from lanthanum – La to lutetium – Lu], which are joined by scandium (Z = 21) and yttrium (Z = 39), included because they have physical-chemical properties similar to the REEs.

 Yttrium, Lanthanum and Neodymium. Source: Rocio et al. (2012).

REE do not occur as free metals in the earth’s crust, due to their behavior

The geochemical concentrations occur as a mixture of various REEs in minerals. These elements are found as components of accessory minerals, in the form of inclusions, filling fractures in other minerals and/or as replacement elements in the mineral.

The geochemical similarity of all the REEs allows for substitution between them in the structure crystalline mineral. This results in their wide distribution in the earth’s crust and the formation of minerals composed of several of the REE. 

Despite these similarities in geochemical properties, the metallurgical, chemical, catalytic, electrical, magnetic, and optical properties vary subtly from one element to another.

REE minerals can be easily exploited, such as monazite from placer deposits. The separation of REEs from other elements is relatively easy, however their separation into individual oxides and/or metals are complex and expensive processes due to the small differences in their chemical behaviors.

Applications of Rare Earth Elements

REE are considered strategic elements because of their wide application in high-tech products. Its importance in modern industry is due to its numerous applications in metallurgy, wind and nuclear power, the oil industry, mining, and agriculture, among others. 

Check out some applications of the Rare Earth Elements:

  • NdFeB alloy – to produce super magnets, widely used in electric cars, power systems, and high-speed trains; 
  • Europium – on computer and television screens; 
  • Lutetium, cerium, scandium, lanthanum and neodymium – separation of components of Petroleum;
  • Lanthanum – solar energy;
  • Tulio – X-Ray devices.

World Rare Earth Market

Brazil was one of the largest producers of monazite (rare earth phosphate, uranium and thorium) until the middle of the last century, replaced by the US in the 1980s, which came to dominate the market.

Monazite crystal (João Torres Mine, Muqui, Espírito Santo). Source: Rob Lavinski & irocks.com.

Starting in 1984, China began producing REEs, sharing the world market with the US, and from 1990 on, gradually began to dominate the market.

Brazil currently has the world’s third largest known reserve of rare earths, but this wealth is not exploited due to the cost of extraction and separation technology, which forces the country to import these elements to use as raw material in the industries.

The world’s largest known reserves of REE are located in China, Vietnam, Brazil, Russia, and India, respectively.

Country

Reserves (Million tons – Mt)

China

44

Vietnam

22

Brazil

21

Russia

12

India

6.9

The world’s largest reserves of REE. Source: U.S.GEOLOGICAL SURVEY, 2022

Regarding production, China continues to stand out and produced about 140 Mt in 2020. 

It is worth mentioning that there is a worldwide effort to develop the production chain of

REE in view of its importance in high-tech productsand clean energy. 

According to Fernando Landgraf (Escola Politécnica USP), the world market for rare earths is relatively small in financial terms, moving about $5 billion per year.

The viability of REE extraction projects depends on important points to be highlighted, such as: small market, high production costs, technological and environmental issues.

Rare Earth Deposits in Brazil

The known deposits and occurrences in the country are distributed nationwide. The most economically important are associated with the alkaline carbonate complexes, mainly of the Igneous Province of Alto do Paranaíba.

REE deposits occur in naturally rich rocks influenced by rock-forming processes, such as magmatic enrichment by hydrothermal fluids, magmatic segregation and/or redistribution and concentration by superficial processes.

Walters et al. (2010) proposes the simplified division of REE deposits into two main categories: 

  1. primary – associated with igneous rocks and hydrothermal processes;
  2. secondary – formed by concentration through sedimentary and weathering processes.

The table below shows the Brazilian REE deposits and their classifications.

Primary

Association

Types

Examples

Carbonatite

Magmatic / Veins and Stockworks

Araxá (MG), Catalão (GO), Seis Lagos (AM)

Peralkalkaline rocks subsaturated in silica

Plutons/stocks and dikes 

Repartimento (RR), Morro do Ferro (MG)

Granite Rocks

Differentiated Granites

Pitinga (AM), Serra Dourada (GO), Granitos Rondonianos (RO)

Secondary

Placer marinho

Sedimentary

Buena (RJ), Guarapari (ES), Cumuruxativa (BA)

Placer fluvial

Sedimentary

São Gonçalo do Sapucaí (MG), Pitinga (AM)

Clays with adsorbed ions

Perfil laterítico

Serra Dourada (GO)

Classification of the Brazilian REE deposits. Source: Walters et al. (2010).

Challenges of rare earth elements production in Brazil

The Brazilian potential for RRE is great. Today, the country has the second largest reserve world with 21 Mt of mineable reserves of rare earth oxides (REO). 

This scenario, however, does not put Brazil at an advantage in relation to the other countries, since there is a need for strong investment in the development of the technological routes of each deposit. This is because each mineralization requires routes appropriate to the type of ore in order to be economically viable, as they are expensive, low yielding and highly polluting processes.

Despite the growth in consumption of clean energy products and electric cars, which use REO in their manufacture, the demand for this mineral good will not show a significant increase in order to make the different projects that are underway in theworld.

 

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Elementos terras raras – o que são, aplicações e mercado mundial

Também conhecidos como o ouro do século XXI, os Elementos Terras Raras são amplamente utilizados em equipamentos de alta tecnologia, como catalisadores, células solares, ímãs, baterias e lasers. 

Devido a isso, órgãos governamentais de diversos países passaram a incentivar o desenvolvimento da cadeia produtiva deste bem mineral.

No Brasil, uma dessas iniciativas é o Plano Nacional de Mineração 2030, ferramenta estratégica para nortear as políticas de médio e longo prazo que possam contribuir para que o setor mineral seja um alicerce para o desenvolvimento sustentável do País.

Vamos conhecer um pouco mais esses elementos?

O que são os Elementos Terras Raras?

Os Elementos Terras Raras são um grupo de dezessete elementos, os quais quinze pertencem ao grupo dos lantanídeos [elementos com número atômico (Z) entre 57 e 71, isto é do lantânio – La ao lutécio – Lu], que se unem o escândio (Z = 21) e o ítrio (Z = 39), incluídos por apresentarem propriedades físicoquímicas semelhantes aos ETR.

 Ítrio, Lantânio e Neodímio. Fonte: Rocio et al. (2012).

Os ETR não ocorrem como metais livres na crosta terrestre, devido ao seu comportamento geoquímico ocorrem como mistura de vários ETR em minerais. Estes elementos são encontrados como componentes de minerais acessórios, na forma de inclusões, preenchendo fraturas em outros minerais e / ou como elementos de substituição no mineral.

A similaridade geoquímica de todos os ETR permite a substituição entre si na estrutura cristalina do mineral. Isto resulta na sua ampla distribuição na crosta terrestre e na formação de minerais composto por vários dos ETR. 

Apesar dessas similaridades nas propriedades geoquímicas, as propriedades metalúrgicas, químicas, catalíticas, elétricas, magnéticas e ópticas variam sutilmente de um elemento para outro.

Os minerais de ETR podem ser facilmente explotados, como a monazita oriunda dos depósitos tipo placer. A separação dos ETR dos outros elementos é relativamente fácil, no entanto a sua separação em óxidos e/ou metais individuais são processos complexos e dispendiosos, devido às pequenas diferenças nos seus comportamentos químicos.

Aplicações dos Elementos Terras Raras

Os ETR são considerados elementos estratégicos por sua ampla aplicação em produtos de alta tecnologia. A importância na indústria moderna deve-se às suas inúmeras aplicações na metalurgia, energia eólica e nuclear, indústria petrolífera, mineração, agricultura, entre outras. 

Confira algumas aplicações dos Elementos Terras Raras:

  • Liga de NdFeB – para produzir super ímã, de ampla aplicação em carros elétricos, sistema de energia e trens de alta velocidade; 
  • Európio – nas telas de computadores e televisão; 
  • Lutécio, cério, escândio, lantânio e neodímio – separação de componentes de Petróleo;
  • Lantânio – energia solar;
  • Túlio – dispositivos de Raio-x.

Mercado mundial de Terras Raras

O Brasil foi um dos maiores produtores de monazita (fosfato de terras raras, urânio e tório) até meados do século passado, substituído pelos EUA na década de 1980, que passou a dominar o mercado.

A partir de 1984, a China iniciou a produção de ETR compartilhando o mercado mundial com os EUA e de 1990 em diante, passou a dominar o mercado gradativamente.

Atualmente, o Brasil tem a terceira maior reserva mundial conhecida de terras raras, porém essa riqueza não é explorada devido ao custo da tecnologia de extração e separação, o que obriga o país a importar esses elementos para usar como matéria-prima nas indústrias.

As maiores reservas mundiais conhecidas de ETR estão localizadas na China, Vietnã, Brasil, Rússia e Índia, respectivamente.

País

Reservas (Milhões de toneladas – Mt)

China

44

Vietnã

22

Brasil

21

Rússia

12

Índia

6,9

As maiores reservas mundiais de ETR. Fonte: U.S.GEOLOGICAL SURVEY, 2022

Em relação à produção, a China segue se destacando e produziu cerca de 140 Mt em 2020. 

Vale ressaltar que há um esforço mundial no desenvolvimento da cadeia produtiva de ETR diante da sua importância em produtos de alta tecnologia e energia limpa. 

De acordo com Fernando Landgraf (Escola Politécnica USP), o mercado mundial de terras raras é relativamente pequeno em termos financeiros, movimentando cerca de 5 bilhões de dólares por ano.

A viabilidade dos projetos de extração de ETR depende de pontos importantes a serem destacados, como: mercado pequeno, altos custos de produção, questões tecnológicas e ambientais.

Depósitos de Terras Raras no Brasil

Os depósitos e ocorrências conhecidos no país são distribuídos em todo o território nacional. Os que apresentam maior importância econômica estão associados aos complexos alcalinos carbonatíticos, principalmente da Província Ígnea do Alto do Paranaíba.

Depósitos de ETR ocorrem em rochas naturalmente ricas influenciadas pelos processos formadores de rochas, como o enriquecimento magmático por fluidos hidrotermais, segregação magmática e/ou redistribuição e concentração por processos superficiais.

Walters et al. (2010) propõe a divisão simplificada de depósitos de ETR em duas categorias principais: 

  1. primário – associado a rochas ígneas e processos hidrotermais;
  2. secundário – formado pela concentração por processos sedimentares e intempéricos.

Confira no quadro abaixo os depósitos brasileiros de ETR e suas classificações.

Desafios da produção de Elementos Terras Raras no Brasil

O potencial brasileiro para ETR é grande. Hoje, o país tem a segunda maior reserva mundial com 21 Mt de reserva lavrável de óxidos de terras raras (OTR). 

Este cenário, no entanto, não coloca o Brasil em vantagem em relação aos demais países, visto que há necessidade de forte investimento no desenvolvimento das rotas tecnológicas de cada depósito. Isto porque cada mineralização exige rotas adequadas ao tipo de minério de forma a ser economicamente viável, pois são processos caros, de baixo rendimento e altamente poluentes.

Apesar do crescimento no consumo de produtos de energia limpa e carros elétricos, que utilizam OTR na sua fabricação, a demanda por este bem mineral não apresentará um aumento significativo para viabilizar os diferentes projetos que estão em andamento no mundo.

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3 benefícios de adquirir um produto patenteado

Você já deve ter ouvido falar no termo “Patente” ou até mesmo que um produto é “Patenteado”. Mas o que isso de fato significa?

De acordo com o INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), Patente é um título de propriedade temporária sobre uma invenção ou modelo de utilidade, outorgado pelo Estado aos inventores ou autores ou outras pessoas físicas ou jurídicas detentoras de direitos sobre a criação. 

Com este direito, o inventor ou o detentor da patente tem o direito de impedir terceiros, sem o seu consentimento, de produzir, usar, colocar à venda, vender ou importar produto objeto de sua patente e/ ou processo ou produto obtido diretamente por processo por ele patenteado.

Inovar é arriscar para transformar

A inovação está em nosso DNA.

Independentemente do setor, o maior desafio de uma empresa é criar valor e fazer a diferença na vida do consumidor com uma proposta original e autêntica, que seja capaz de representar, de fato, a essência e a visão da marca, e solucionar de forma completa a dor do seu cliente. 

Criar algo novo não é fácil, porém inovar é uma escolha das empresas que querem se destacar e deixar um legado positivo para aqueles que confiam em suas soluções.

A utilização das caixas de madeira para transporte e acondicionamento de testemunhos de sondagem utilizadas no setor mineral trazia dificuldades operacionais, comuns em muitas empresas do ramo de mineração. 

Para oferecer uma nova alternativa ao mercado e sanar este problema, a Core Case desenvolveu soluções e produtos plásticos com a mesma finalidade, porém com diversas vantagens.

E é aí que a Patente entra em cena.

As inovações dos produtos Core Case são protegidas por Patentes e Registro de Desenhos Industriais no Brasil e no Exterior, além de possuírem Certificação de Qualidade ISO 9001.

A INOVAÇÃO é um dos pilares que acompanha a Core Case, e proteger a nossa criação é algo fundamental.

Porém, será que este benefício favorece somente a empresa ou ele também proporciona benefícios ao consumidor?

Benefícios de adquirir um produto patenteado

1. Transparência e segurança 

A partir do momento que o inventor recebe a sua patente, ele tem a obrigação de revelar detalhadamente todo o conteúdo técnico da matéria/produto patenteado. Ou seja, isso garante transparência e proporciona segurança ao consumidor, pois ele terá a certeza que possui todas as informações necessárias ao adquirir tal produto. 

2. Aumento de concorrência qualificada

Ao adquirir um produto que possui patente você está informando ao mercado que é necessário desenvolver produtos de alta qualidade e incentiva os concorrentes a buscarem alternativas tecnológicas para se destacarem no mercado.

3. Garantia de exclusividade

Ao depositar a sua confiança em produtos patenteados, você garante que não está adquirindo uma solução que seja considerada “cópia” e que de fato está investindo em algo exclusivo no mercado e que trará as melhores soluções para o seu negócio.

A Core Case continua investindo fortemente em tecnologia e inovação com a intenção de tornar seus produtos cada vez mais adequados às necessidades do setor, e com total respeito ao meio ambiente.

Você já conhecia os benefícios da patente? 

Conheça as nossas soluções e se surpreenda.  Onde tem mineração de qualidade, tem Core Case.

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