Mineração

Petróleo e gás: etapas de extração, tipos de perfuração e amostras geradas

No Brasil, a primeira sondagem com o objetivo de encontrar Petróleo foi realizada em São Paulo, entre 1892-1896, por Eugênio Ferreira de Camargo. Ela atingiu a profundidade de 488 metros, mas o poço produziu somente água sulfurosa. Foi somente em 1938 que se descobriu óleo, em Lobato, na Bahia.

Em 1968 foi descoberto o primeiro campo petrolífero na plataforma continental brasileira, em Sergipe. A partir daí, muitos poços foram perfurados.

Gostaria de saber mais sobre o petróleo, etapas de extração, perfuração e amostras geradas neste processo? Leia este conteúdo até o final.

Breve introdução sobre o Petróleo

O petróleo é uma mistura complexa de hidrocarbonetos e quantidades variáveis de não-hidrocarbonetos. Em suma, é gerado a partir da transformação da matéria orgânica acumulada nas rochas sedimentares, quando submetida às condições térmicas adequadas.

Quando ocorre no estado líquido em reservatórios de subsuperfície ou em superfície, é denominado de óleo (ou óleo cru, para diferenciar do óleo refinado). 

É conhecida como condensado a mistura de hidrocarbonetos que encontra-se no estado

gasoso em subsuperfície e torna-se líquida na superfície. 

Já o termo gás natural se refere à fração do petróleo que ocorre no estado gasoso ou em solução no óleo em reservatórios de subsuperfície.

Etapas de extração do petróleo

O petróleo é um recurso natural abundante, porém sua pesquisa envolve elevados custos e estudos complexos.

Um poço de petróleo pode ser considerado como um projeto de engenharia, assim, exige que uma série de premissas e variáveis sejam obedecidas, a fim de que a intervenção seja otimizada em tempo, custo e segurança adequados. 

O petróleo, assim como qualquer bem mineral, possui etapas bem definidas para que a sua extração seja realizada. Aqui podemos sumarizar de forma resumida 3 delas: prospecção, perfuração e extração.

Prospecção

Essa etapa é a primeira a ser realizada e tem como objetivo realizar estudos e aplicar métodos que identifiquem a existência do petróleo em um determinado local. Essas análises são feitas em bacias sedimentares e são utilizados diversos métodos diretos e indiretos. Para isso, reúnem-se geólogos, geofísicos e paleontólogos, entre outros especialistas, para realizar as pesquisas necessárias.

Perfuração 

Nesta etapa as jazidas de petróleo são descobertas e são feitos vários poços nas redondezas, para definir os limites da jazida e avaliar o volume das reservas. A perfuração é um processo destrutivo, onde uma broca avança sobre a formação de rocha, cominuindo-a em fragmentos centimétricos a milimétricos. 

Pode ser feita em terra, através de sondas de perfuração, ou no mar, com o auxílio de plataformas marítimas, a depender de onde mineral o bem foi encontrado.

Extração

A extração é influenciada pela quantidade de gás acumulado na jazida. Se ela for grande, poderá empurrar o óleo até à superfície, sem necessidade de bombeamento, pelo menos na fase inicial de produção, bastando instalar uma tubulação que comunique o poço com o exterior. Se a pressão do gás for fraca ou nula, será preciso ajuda de bombas de extração.

Além dos conceitos citados acima, podemos classificar o tipo de perfuração de acordo com a direção:

  1. Poço vertical: a sonda e o alvo (ou objetivo) estão na vertical;
  2. Poço direcional: qualquer poço em que a perfuração não é feita na vertical;
  3. Poço horizontal: feito na horizontal, especialmente para garantir um maior aproveitamento do petróleo.

Amostras de rochas e fluidos gerados no processo de exploração e produção de petróleo e gás natural

Amostras são porção de rocha, sedimento ou fluido extraído do poço, da superfície do fundo oceânico ou da superfície terrestre.

De acordo com a ANP, as seguintes amostras são coletadas no âmbito das atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural nas bacias sedimentares brasileiras:

  • Testemunhos de sondagem e seus respectivos plugues;
  • Amostras de calha;
  • Amostras laterais;
  • Amostras de fluidos;
  • Rochas ou sedimentos obtidos em levantamentos terrestres ou de fundo oceânico.
  • Lâminas delgadas, bioestratigráficas e seções polidas;
  • Perfilagens de testemunhos;

Plugues

Frações, de formato geralmente cilíndrico, obtidas a partir de testemunhos e utilizadas normalmente em ensaios petrofísicos para a determinação da porosidade e permeabilidade de uma rocha reservatório.

Amostras de calha

Bioestratigráfica: Tipo de lâmina que é preparada com técnicas especiais para a preservação, concentração e recuperação do conteúdo fossilífero de uma rocha. A análise de tais lâminas visa essencialmente à datação relativa e a determinação do paleoambiente de sedimentação.

Delgada: Tipo de lâmina que é preparada com fragmentos de rocha polidos até alcançar fina espessura e que visam à observação ao microscópio petrográfico de luz transmitida (provido de adaptações para análise microscópica de rochas). 

Ambas visam à determinação do conteúdo mineralógico da rocha e suas microestruturas.

Amostras laterais

Amostras obtidas na parede do poço, de formato aproximadamente cilíndrico, cuja obtenção visa preservar a estrutura da rocha e proporcionar segurança quanto à profundidade da extração.

Fluidos

Substâncias que não exercem resistência a forças tangenciais ou de cisalhamento, se deformando continuamente e tomando a forma do recipiente no qual está contido. Exemplos: água, gás e óleo.

Testemunho de sondagem

Amostra obtida em poço, geralmente de formato cilíndrico, cuja obtenção visa amostrar estratos específicos de rocha, preservando suas características estruturais, e com precisão na profundidade de extração.

Core Case e sua atuação no setor de Petróleo e Gás

A CORE CASE é uma companhia brasileira-canadense com 11 anos de existência que se consolidou no mercado de mineração e está presente nas mais importantes empresas do segmento. 

Nosso propósito é agregar valor ao processo produtivo das maiores empresas de extração de recursos naturais (mineração, óleo e gás) priorizando a sustentabilidade a longo prazo. 

Veja no vídeo abaixo as soluções que desenvolvemos para o setor de óleo e gás.

Conte conosco em seu projeto!

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Mineração e Agronegócio: qual a relação entre esses setores? 

O agronegócio e a mineração são dois dos setores mais relevantes para a economia Brasileira. Segundo uma pesquisa feita pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), o Agronegócio cresceu 8,36% em 2021, alcançando uma participação de 27,4% no PIB do país.

Já o faturamento do setor de mineração subiu 62% em 2021, em relação a 2020, atingindo R$ 339 bilhões de reais. 

Principalmente devido aos fertilizantes, a mineração e o agronegócio estão extremamente relacionados, para saber mais, leia até o final!

Commodities agrícolas e fertilizantes

Os fertilizantes são produtos que fornecem nutrientes para que as plantas se desenvolvam, sendo usados largamente em diversas culturas para a manutenção do solo e melhoria dos alimentos. O NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) é um dos fertilizantes mais conhecidos do mundo e o Brasil depende de 90% do potássio, 70% do nitrogênio e 50% do fósforo falando de importação.

Dessa forma, a mineração e a extração dessas substâncias naturais estão diretamente relacionadas com o desenvolvimento do agronegócio, pois, com uma diminuição da produção desses fertilizantes naturais, o agronegócio é afetado diretamente.

Remineralização de solos ou Rochagem

A técnica de rochagem ou remineralização de solos consiste na aplicação de rochas moídas no solo, com o objetivo de recompor a fração de minerais que foram intemperizados e são portadores de nutrientes relevantes para as plantas (VAN STRAATEN, 2007).

Esses nutrientes podem ser categorizados como:

  • Macronutrientes: K, P, Ca, MG e S;
  • Micronutrientes: B, Cl, Cu, Fe e elementos benéficos como a Sílica.

Esses remineralizadores, por serem provenientes de rochas silicáticas, possuem uma maior variedade de nutrientes secundários e micronutrientes em relação aos fertilizantes solúveis.

De uma forma geral, pesquisas do SGB-CPRM têm mostrado que rochas vulcânicas alcalinas, como fonolitos, kamafugitos e alguns basaltos, têm apresentado resultados muito bons como remineralizadores, assim como os biotita xistos.

Além disso, insumos minerais podem ser utilizados para correção da acidez de solos, e outras práticas. Isso contribui para o desenvolvimento sustentável da agricultura, e também para maior autonomia desse setor.
A Instrução Normativa nº 5, de 2016, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) estabelece as regras para os remineralizadores, acesse o link para saber mais.

Tendência futura

Segundo alguns estudos e projeções do Ministério da Agricultura, o Brasil deve ter um aumento de 27% na produção de alimentos na próxima década, o que vai aumentar a necessidade de NPKs e outros insumos naturais e sua aplicação no agronegócio.

Dessa forma, o Serviço Geológico do Brasil realizou uma campanha de prospecção mineral voltada para esses insumos no ano de 2020.

Para o potássio, a potencialidade dos depósitos de sais de potássio foi ampliada em 70% devido a ocorrências provenientes na Bacia do Amazonas, que podem ter similaridade geológica com outras áreas que são as principais produtoras de potássio no mundo, como a Rússia e o Canadá.

Já em relação ao Fosfato, foi descoberto o projeto de carbonatito no Rio Grande do Sul em 2009, que recentemente teve licença prévia aprovada e prevê investimentos de R$ 400 milhões de reais.

Projeto Agrominerais do Grupo Serra Geral

No ano passado, foi apresentado pelo SGB-CPRM o projeto Agrominerais do Grupo Serra Geral, no Rio Grande do Sul, que caracterizou a parte do estado da província de basaltos continentais Paraná-Etendeka, de idade eocretácea.

O projeto foi desenvolvido para a pesquisa de fontes alternativas de nutrientes agrícolas e corretivos de solo provenientes das rochas vulcânicas da metade norte do estado, integrando o projeto de Avaliação do Potencial AgroMineral do Brasil, que tem por objetivo o

levantamento e a avaliação de fontes de minerais e rochas para emprego na técnica de remineralização e condicionamento de solos em todo o território nacional, com ênfase em materiais disponíveis em pilhas de descartes de mineração.

Para este estudo em específico foi feito um levantamento de campo entre julho de 2012 e junho de 2014, com o foco de coletar quantidades de amostras de rocha, finos de britagem e zeólitas para ensaios agronômicos.

Esquema litoestratigráfico do grupo Serra Geral no Rio Grande do Sul e distribuição dos pontos amostrados. Fonte: https://rigeo.cprm.gov.br/handle/doc/22373

Foram realizadas:

  • Análises petrográficas;
  • análises litoquímicas;
  • análises por microscopia eletrônica de varredura;
  • análises por difratometria de Raios X;
  • análises por espectroscopia de reflectância (ER).

Após todas as análises e o trabalho de laboratório, as amostras de rochas foram caracterizadas de acordo com seu potencial para constituírem agrominerais, incluindo neste caso remineralizadores de solo, condicionadores de solo, fertilizantes ou elementos benéficos.

A presença do metal pesado Cd em parte das amostras de basaltos da região acabou mostrando ressalvas com o cuidado em relação à preservação da segurança alimentar no emprego dessas rochas na agricultura.

O trabalho demonstrou que a região possui potencial, mas que pesquisas ainda mais específicas devem ser realizadas para atestar se é possível a utilização desse material ou não. Para conferir o estudo completo, acesse esse link.

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Como visto anteriormente em tendências futuras e devido a crise dos fertilizantes em 2022, considerando o conflito entre Ucrânia e Rússia, os preços desses insumos ficaram cerca de 78% acima da média de 2021. Esse acontecimento comprovou o quanto é importante investir nessa área e o quão relevante ela é, não só para o Brasil, mas para o mundo.

Dessa forma, cada vez mais é importante que se invista em pesquisa e prospecção mineral focada nesse tipo de fertilizante e em agrominerais, com isso, o país vai conhecer melhor o potencial de suas reservas e quais áreas devem ser as regiões focos em futuros estudos e pesquisas para essa pauta.


Referências:

https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2022/05/falta-de-fertilizantes-pode-levar-a-crise-alimentar-global-haveria-uma-solucao#:~:text=%E2%80%9COs%20pre%C3%A7os%20est%C3%A3o%20mais%20ou,n%C3%A3o%20est%C3%A3o%20dispon%C3%ADveis%20para%20eles.

https://rigeo.cprm.gov.br/handle/doc/22373

https://www.cepea.esalq.usp.br/br/releases/pib-agro-cepea-pib-do-agro-cresce-8-36-em-2021-participacao-no-pib-brasileiro-chega-a-27-4.aspx#:~:text=Cepea%2C%2016%2F03%2F2022,8%2C36%25%20em%202021.
https://www.cprm.gov.br/remineralizadores/

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Core Case ganha o Prêmio TOP 10 Mining Tech – Company in APAC 2022

A empresa brasileira-canadense Core Case, que produz cases e acessórios sustentáveis para o setor de mineração, foi destaque no prêmio TOP 10 Mining Tech – Company in APAC 2022, e esse é mais um reconhecimento por um trabalho dedicado a melhoria de processos, sustentabilidade e aplicação de tecnologias de ponta no setor mineral.

O prêmio pertence a importante mídia internacional Metals & Mining Review que atua no setor de tecnologia e mineração identificando as 10 empresas mais relevantes para os profissionais e para o ramo.

A Core Case está proporcionando uma transformação sustentável muito importante para o setor da mineração com seus Cases feitos com plástico reciclado e ecologicamente corretos. Com ênfase na inovação e na responsabilidade ambiental, as caixas para armazenamento de testemunho de sondagem da Core Case são projetadas por geólogos com ampla experiência em pesquisa mineral. Estes produtos ajudam não só a reduzir os resíduos plásticos através da reciclagem, mas também diminuem o impacto ambiental prejudicial a partir do uso de produtos produzidos com madeira. Não é surpresa que a Core Case se tornou uma precursora na conformidade com as normas de ESG.

Com foco em tecnologia e sustentabilidade, a empresa vislumbra desenvolver mais soluções de armazenamento de testemunhos de sondagem para a indústria de mineração para facilitar o uso, tanto em campo como nos galpões.

Pioneirismo no uso de plásticos reciclados

Prêmio TOP 10 Mining Tech - Company in APAC 2022.

Em um movimento singular e visionário, a Core Case foi uma das pioneiras no uso de plásticos reciclados – em oposição ao plástico virgem – ao criar seus cases. Desde a criação da empresa há 11 anos, a Core Case tem sido firme em sua abordagem para permitir operações de mineração sustentáveis e ecologicamente corretas, alavancando tecnologias e materiais sofisticados de reciclagem. No início, adquirir materiais reciclados e processá-los para produção dos cases foi um desafio.

Avançando com sua linha inicial de produtos, hoje a Core Case tem acesso a grandes quantidades de plásticos recicláveis, devido aos seus fornecedores e processos de reciclagem internos de primeira linha. Isto permitiu à empresa construir uma linha completa de Cases, como Geração I, Geração II, Adapt, Petro Case (para indústria de óleo e gás) e Chip Case (para perfuração RC).

Sua equipe de profissionais qualificada determina e identifica os parâmetros dos plásticos a serem usados na produção, analisando as matérias-primas recicladas utilizadas como insumos e estabelecendo rotinas para testes de qualidade, pós-produção, no laboratório da empresa.

Foco no Cliente

A empresa é orientada não apenas por sua abordagem inovadora e sustentável para possibilitar eficiências na mineração, mas também por seus processos operacionais focados no cliente que permitem atender às diversas exigências do setor de mineração.

Uma ilustração notável da dedicação da Core Case é sua linha de produtos Adapt. Uma empresa líder nacional de mineração no Brasil precisava de cases com características específicas para aumentar sua capacidade de armazenamento no galpão, bem como facilitar o processo de manuseio dos cases e amostras. Em resposta ao pedido de customização do produto pelo cliente, a Core Case projetou e desenvolveu a linha Adapt. A empresa modificou seus cases convencionais adicionando um adaptador destacável que ajuda a reduzir o tamanho da caixa. O adaptador permite ajustar o espaço de armazenamento das amostras nas caixas de acordo com o tipo de amostra, ou seja, testemunho inteiro ou serrado. Este produto feito sob medida permitiu ao cliente triplicar sua capacidade de armazenamento no almoxarifado em comparação com as caixas de madeira convencionais. O sucesso deste produto o levou a transformá-lo em uma linha totalmente nova de produtos.

Laboratório de análise de material.

A mais recente adição nas ofertas da Core Case é sua divisão de tecnologia e ramo de negócios, a Core Case Tech, lançada para melhorar a coleta e o acesso aos dados de de testemunhos de sondagem. Com essa tecnologia ainda em desenvolvimento, o objetivo é ganhar tempo, reduzir e, se possível, eliminar totalmente a possibilidade de erros decorrentes do processo de aquisição e anotação dos dados que ocorrem desde a extração do testemunho de sondagem, passando pela descrição, amostragem e armazenamento final. O sistema de gerenciamento atuará como um facilitador para os profissionais que atuam no campo, galpão de testemunhos e escritório, utilizando de recursos digitais para a análise dos dados geológicos e de sondagem. Ganhando tempo, assertividade e, reduzindo assim, o máximo possível das distorções e erros inerentes ao processo convencional.

Um futuro focado em tecnologia sustentável e expansão

Com foco em tecnologia e sustentabilidade, a empresa vislumbra desenvolver mais soluções de armazenamento de testemunhos de sondagem para a indústria de mineração para facilitar o uso, tanto em campo como nos galpões. “Nosso foco será alinhar nosso produto à tecnologia que proporciona mais segurança, sustentabilidade e agilidade quando se trata de processos relacionados à mineração”, afirma Flávio Ramos, Diretor Administrativo da Core Case.

Com isso em mente, a Core Case também espera ampliar sua presença em mais mercados externos. Já bem estabelecida no Brasil e iniciando operações comerciais no Canadá, a empresa planeja fortalecer sua posição no mercado latino-americano. Com este objetivo, a Core Case também vislumbra o desenvolvimento de produtos mais adequados aos mercados internacionais de mineração. Essencialmente, a Core Case continuará com sua missão de trazer soluções inovadoras e sustentáveis para as indústrias de mineração e afins, transformando e aumentando as operações de perfuração, extração e amostragem em todo o setor de exploração mineral.

Novo Molde da Linha de produtos Geração II.

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Tecnologias na mineração

Assim como diversos outros setores industriais, a mineração constantemente passa por avanços tecnológicos, promovendo o desenvolvimento do setor. Os maiores desafios atuais da mineração são encontrar novos depósitos economicamente viáveis, juntamente com o desenvolvimento de medidas para deixar os processos de um projeto mineral mais sustentáveis. Em um mundo onde há a crescente demanda por recursos minerais, mas também a necessidade de um olhar mais sustentável para a indústria, as novas tecnologias são essenciais em todas as fases de um projeto mineral. Elas podem promover desde a melhor caracterização e seleção de áreas para coleta de amostras, desenvolvimento de modelos geológicos, melhor armazenamento e gestão de dados, planejamento de mina, lavra e transporte, monitoramento e até o fechamento e recuperação ambiental de uma mina. Esses aspectos envolvem diminuição de tempo e de gastos em um projeto, bem como diminuindo os impactos ambientais. Existem inúmeras tecnologias que podem ser utilizadas em um projeto mineral. As últimas tendências de tecnologia em mineração indicam uma mudança convincente da indústria para fornecer uma mina verdadeiramente moderna, segura e produtiva que atenda à crescente demanda por materiais extraídos e, ao mesmo tempo, supere as expectativas dos clientes e as iniciativas globais de sustentabilidade .

Em um mundo onde há a crescente demanda por recursos minerais, mas também a necessidade de um olhar mais sustentável para a indústria, as novas tecnologias são essenciais em todas as fases de um projeto mineral.

Inovações tecnológicas na indústria de mineração.

Visualização de dados espaciais.

Visualização de dados espaciais
Os dados espaciais estão se tornando mais detalhados e claros do que nunca na mineração. A modelagem tridimensional (3D) cria uma impressão visível e realista com percepção de profundidade que permite que o cérebro humano entenda e se relaciona com questões inter-relacionadas complexas. A modelagem 3D auxilia as empresas a reimaginar a mina com mais eficiência. A Realidade Virtual (RV) é um ambiente de software criado artificialmente que usa dados da vida real. O ambiente virtual mergulha as pessoas em um ambiente 3D criado pelo usuário. A RV apresenta uma impressão aprimorada para ajudar os mineradores a experimentar como é trabalhar em uma mina ou planejar uma nova mina sem estar em campo. A Realidade Aumentada (RA) sobrepõe uma visualização digital em um ambiente do mundo real. A RA consegue isso aprimorando o campo visual do usuário com entradas geradas por computador, como som, vídeo, aplicativos e gráficos. Os mineradores usam a realidade aumentada para treinar usando simuladores virtuais, o que também ajuda a indústria a reduzir os custos de manutenção de equipamentos. Ao usar novas tecnologias como dados espaciais de forma eficaz, a indústria de mineração obtém insights sobre os sistemas de mineração a um custo e impacto reduzidos no meio ambiente.

Sistemas de informação geográfica​

Sistemas de informação geográfica

Sistemas de informação geográfica Os sistemas de informação geográfica (GIS) são uma ferramenta integral que permite uma visão mais profunda de como as relações geográficas influenciam o mundo ao nosso redor. Os dados geoespaciais representam a localização, o tamanho e a forma de um objeto. Ao visualizar esse tipo de dados, os mineradores obtêm mais informações sobre o sistema representado ou o ambiente da mina.

O GIS é usado para obter informações sobre:

  • Exploração mineral
  • Dados geoquímicos e hidrológicos
  • Geração de relatório
  • Gerenciamento de instalações e rejeitos
  • Sustentabilidade e conformidade regulatória

Ao minerar hoje, softwares de dados geoespaciais nos permite treinar gerentes e funcionários de minas de novas maneiras e melhorar a compreensão a longo prazo da mineração com interpretações virtuais de ambientes da vida real.

A inteligência artificial

A inteligência artificial

A inteligência artificial (IA) agora lidera a tomada de decisões em empresas orientadas por insights. Eles usam dados inteligentes e aprendizado de máquina para melhorar a eficiência operacional, a segurança da mina e o fluxo de trabalho de produção. A implementação da tecnologia de inteligência artificial gera dados do dia-a-dia em metade do tempo do que foi usado anteriormente em campo.

O setor de mineração evolui rapidamente, portanto, o aprendizado de máquina e a IA afetam a maneira como as minas hoje fazem escolhas para o futuro. Algumas maneiras pelas quais a inteligência artificial afeta a mina em funcionamento:

  • Processamento e exploração mineral: vAs empresas podem encontrar minerais com mais facilidade usando tecnologia de IA de alto desempenho.
  • Veículos autônomos e perfuradores: Por mais de oito anos, empresas em todo o mundo usaram veículos autônomos em suas operações pit-to-pit. Caminhões autônomos podem navegar facilmente por túneis estreitos com IA. Agora, os sistemas de perfuração também são simplificados com um único operador que controla várias perfuratrizes ao mesmo tempo.

À medida que a indústria de mineração tenta reduzir custos e diminuir seu impacto ambiental, o uso de equipamentos de mineração como a IA ajuda a garantir segurança e confiabilidade tanto para os mineradores quanto para a terra que as minas usam.

CORE TECH: sistema inteligente e integrado para a indústria de mineração.

O gerenciamento de dados durante as etapas de mineração é essencial para um melhor desenvolvimento do projeto.

Além do correto armazenamento de testemunhos de sondagem, a Core Case Tech está desenvolvendo um sistema completo e inovador para o gerenciamento de testemunhos de sondagem.

O sistema integrado atuará como um todo, iniciando no campo com a coleta digital de dados por meio de tablet ou smartphone. Ainda no campo será feita a aplicação dos dados dos testemunhos de sondagem nos cases.

Já no galpão de armazenamento, ocorrerá a leitura dos dados por meio de QR CODE e RFID, através do sistema da Core Case Tech. Ele poderá ser acessado em vários dispositivos e em qualquer local.

Essa leitura será feita por meio do software de gestão Core Case Tech, que obtém a máxima e mais precisa informação dos testemunhos coletados, podendo conter fotos e outras informações sem a necessidade de acessar os testemunhos fisicamente. Tudo de forma simples e digital!

Veja como funcionará:

Com essa tecnologia o objetivo é ganhar tempo, reduzir e, se possível, eliminar totalmente a possibilidade de erros decorrentes do processo de aquisição e anotação dos dados que ocorrem desde a extração do testemunho de sondagem, passando pela descrição, amostragem e armazenamento final. O sistema de gerenciamento atuará como um facilitador para os profissionais que atuam no campo, galpão de testemunhos e escritório, utilizando de recursos digitais para a análise dos dados geológicos e de sondagem. Ganhando tempo, assertividade e, reduzindo assim, o máximo possível das distorções e erros inerentes ao processo convencional.

Prêmio TOP Mining Tech - Company in APAC 2022.

A Core Case foi destaque no prêmio TOP Mining Tech – Company in APAC 2022, e esse é mais um reconhecimento por um trabalho dedicado a melhoria de processos, sustentabilidade e aplicação de tecnologias de ponta no setor mineral.

O prêmio pertence a importante mídia internacional Metals & Mining Review que atua no setor de tecnologia e mineração identificando as empresas mais relevantes para os profissionais e para o ramo. Publicada na Flórida, presente na Europa e também em países emergentes. 

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QAQC aplicado à mineração

O termo QAQC é a sigla em inglês para Quality Assurance e Quality Control, que significa Garantia de Qualidade e Controle de Qualidade. 

A garantia de qualidade (QA) e o controle de qualidade (QC) são os dois principais componentes de qualquer sistema de gestão da qualidade. 

De acordo com a definição da ISO, QA é “o conjunto de todas as ações planejadas e sistemáticas necessárias para fornecer confiança adequada de que um produto, processo ou serviço irá satisfazer determinados requisitos de qualidade”.

E o QC refere-se ao “sistema de ações para verificar se a qualidade das atividades de controle são eficazes”. 

Enquanto o QA trata da prevenção de problemas, o QC visa detectá-los, caso ocorram.

Uso do QAQC em projetos minerais

O QAQC é utilizado para diversos tipos de projetos que lidam com gestão de dados, e na indústria da mineração é uma regra a ser aplicada em diversos países, lidando com os dados da pesquisa e exploração mineral – sobretudo em relação à amostragem, análises de laboratório e gestão de dados.

Em termos práticos, os procedimentos de controle de qualidade geológica destinam-se a monitorar a precisão e exatidão dos dados do ensaio, bem como a possível contaminação da amostra durante a preparação e o ensaio.

A aplicação do QAQC na mineração visa garantir que a qualidade dos dados e informações usadas para tomar decisões sobre o projeto sejam sólidas – interferindo assim em aspectos importantes de um projeto mineral que afetam diretamente o seu desenvolvimento.

Um QAQC positivo é o selo de aprovação do banco de dados. Sem este selo, todo o esforço em interpretações geológicas complexas, estimativas matemáticas e classificação de recursos é posto em causa.

Esquema demonstrando o processo de QAQC na mineração. Fonte: Instituto Minere

Aplicabilidade do QAQC na mineração

O QAQC é mais eficaz se usado durante uma campanha de perfuração para MONITORAR a coleta de dados e interromper uma campanha ou laboratório com baixo desempenho. 

A execução de um QAQC no final do programa de coleta de dados é uma maneira ineficaz de gerenciar a coleta de dados.

Um bom processo de QAQC é aquele que é ativo, contínuo e revisado à medida que os dados são coletados; é fácil de entender, faz sentido e fornece informações suficientes para tomar ações corretivas oportunas com seu procedimento de amostragem ou no laboratório.

QAQC – Principais maneiras de  analisar a qualidade dos dados na mineração

  • Controle estatístico de processo
  • Executar gráficos de controle
  • Definir padrões
  • Definir limites de controle

As atividades dos processos de QAQC na mineração são pautadas por uma série de normas técnicas e procedimentos analíticos. O controle estatístico e a organização dos dados são as principais ferramentas do QAQC.

Foto: Afonso Gonçalves – TOP GEO

Padrões QAQC e amostragem na mineração

A amostragem na mineração é um dos procedimentos mais importantes para ter um controle de qualidade. Apresenta algumas definições utilizadas para a descrição de amostras de controle. As principais são: 

  • Amostras gêmeas: São usadas para avaliar o erro de amostragem e para indicar baixa ou alta variabilidade das características mineralógicas da amostra. São amostras obtidas a partir da segunda divisão de um testemunho de sondagem. Ambas amostras deverão ser preparadas e analisadas no mesmo laboratório, no mesmo lote, porém com identificações distintas, sem caracterizar quais são para controle de qualidade. 
  • Branco grosso: Amostras utilizadas para a identificação de presença de contaminação durante a etapa de preparação. São amostras de material estéril (sem mineralização), com granulometria grossa e que devem ser submetidas a todo processo de preparação junto às amostras originais do projeto. Recomenda-se inseri-los logo após as amostras mineralizadas.
  • Brancos finos: Esta ferramenta é utilizada para identificar possíveis contaminações durante a análise. São amostras de material pulverizado isentas de componentes alvo (estéreis) e devem ser inseridas e analisadas imediatamente após a mineralização das amostras. 
  • Padrões: São usados para avaliar a exatidão analítica. Constituem amostras preparadas em condições especiais, devendo constituir lotes para análise enviados a laboratórios primários e secundários. Recomenda-se um padrão de pelo menos três faixas de grau (graus baixo, médio e alto). Os critérios de acreditação são usados ​​para avaliar a precisão analítica.
  • Duplicatas grossas (ou de preparação): Ferramenta utilizada para avaliar erros durante a etapa de preparação (quarteamento). São duplicatas retiradas logo após a etapa de britagem e quarteamento. Devem compor o mesmo lote da amostra original, com números distintos, e serem analisadas no mesmo laboratório. 
  • Duplicatas de polpa: São usadas para avaliar a precisão analítica do laboratório. Constituem réplicas (duplicatas) das amostras originais, pré-trituradas, inseridas em lotes para análise e identificadas de forma diferente das amostras originais. Essas amostras são usadas para avaliar a precisão analítica do laboratório.

QAQC e aplicação nas fases de um projeto mineral

Um Projeto Mineral apresenta diversas fases ou etapas, onde há em comum a geração de dados ou amostragem, devendo portanto, seguir os procedimentos do QAQC. De forma geral, elas são: 

  • Prospecção Mineral: Esta etapa é o início de um empreendimento de mineração, sendo necessário a caracterização do minério e da rocha associada (envolvendo assim análise da sua mineralogia, teores e definição de recursos e reservas). Dessa forma, o QAQC irá promover a transparência e confiabilidade dos dados, necessários para a definição da viabilidade econômica do projeto. A amostragem e sua descrição (em testemunhos de sondagem ou manual) e o gerenciamento dos dados são importantes passos para a aplicação do QAQC.
  • Análises químicas:  Resultados confiáveis ​​e transparentes para amostras enviadas ao laboratório são fundamentais para a correta caracterização do depósito mineral e tomada de decisão. Diversas ferramentas de controle de amostragem (citadas anteriormente) são utilizadas no processo de análise química, tais como:  controle de massa, branco de preparação, duplicatas, materiais de referência.
  • Banco de dados: Todas as informações obtidas acerca do depósito mineral são gerenciadas em um banco de dados. Dessa forma, é importante que esses dados estejam corretos para não prejudicar o desenvolvimento do projeto e de próximas etapas. Um responsável pelo gerenciamento do banco de dados, permissões para cada usuário e backups devem ser realizados.
  • Modelagem Geológica: Todas as informações acerca do depósito (dados de sondagem, amostras, tipos de rocha, análises químicas, teores e densidades entre outros) são visualizadas em um modelo geológico. Dessa forma, é imprescindível que todos os dados estejam corretamente localizados e apresentados no modelo, sendo este a ferramenta essencial para a tomada de decisão do projeto mineral (como por exemplo, definir os recursos, viabilidade econômica e até mesmo onde construir a mina para a exploração do minério). 

Dessa forma, as etapas de amostragem, análises e gestão de dados juntamente com os procedimentos de QAQC são essenciais para um bom desempenho de um projeto de pesquisa ou exploração mineral.
Conte com a Core Case, temos a solução ideal para te auxiliar no armazenamento de sondagens e amostras de solo do seu projeto.

Referências

https://mrmr.cim.org/en/library/magazine-articles/quality-control-reporting-requirements-by-the-mining-industry/

http://igeologico.com.br/qaqc-transparencia-e-confianca-para-a-industria-mineral/

https://institutominere.com.br/materiais/e-book-conceitos-basicos-de-qaqc-instituto-minere

https://www.linkedin.com/pulse/qual-fun%C3%A7%C3%A3o-das-ferramentas-de-controle-qualidade-gilvana-soledade/?originalSubdomain=pt

O termo QAQC é a sigla em inglês para Quality Assurance e Quality Control, que significa Garantia de Qualidade e Controle de Qualidade. 

A garantia de qualidade (QA) e o controle de qualidade (QC) são os dois principais componentes de qualquer sistema de gestão da qualidade. 

De acordo com a definição da ISO, QA é “o conjunto de todas as ações planejadas e sistemáticas necessárias para fornecer confiança adequada de que um produto, processo ou serviço irá satisfazer determinados requisitos de qualidade”.

E o QC refere-se ao “sistema de ações para verificar se a qualidade das atividades de controle são eficazes”. 

Enquanto o QA trata da prevenção de problemas, o QC visa detectá-los, caso ocorram.

Uso do QAQC em projetos minerais

O QAQC é utilizado para diversos tipos de projetos que lidam com gestão de dados, e na indústria da mineração é uma regra a ser aplicada em diversos países, lidando com os dados da pesquisa e exploração mineral – sobretudo em relação à amostragem, análises de laboratório e gestão de dados.

Em termos práticos, os procedimentos de controle de qualidade geológica destinam-se a monitorar a precisão e exatidão dos dados do ensaio, bem como a possível contaminação da amostra durante a preparação e o ensaio.

A aplicação do QAQC na mineração visa garantir que a qualidade dos dados e informações usadas para tomar decisões sobre o projeto sejam sólidas – interferindo assim em aspectos importantes de um projeto mineral que afetam diretamente o seu desenvolvimento.

Um QAQC positivo é o selo de aprovação do banco de dados. Sem este selo, todo o esforço em interpretações geológicas complexas, estimativas matemáticas e classificação de recursos é posto em causa.

Esquema demonstrando o processo de QAQC na mineração. Fonte: Instituto Minere

Aplicabilidade do QAQC na mineração

O QAQC é mais eficaz se usado durante uma campanha de perfuração para MONITORAR a coleta de dados e interromper uma campanha ou laboratório com baixo desempenho. 

A execução de um QAQC no final do programa de coleta de dados é uma maneira ineficaz de gerenciar a coleta de dados.

Um bom processo de QAQC é aquele que é ativo, contínuo e revisado à medida que os dados são coletados; é fácil de entender, faz sentido e fornece informações suficientes para tomar ações corretivas oportunas com seu procedimento de amostragem ou no laboratório.

QAQC – Principais maneiras de  analisar a qualidade dos dados na mineração

  • Controle estatístico de processo
  • Executar gráficos de controle
  • Definir padrões
  • Definir limites de controle

As atividades dos processos de QAQC na mineração são pautadas por uma série de normas técnicas e procedimentos analíticos. O controle estatístico e a organização dos dados são as principais ferramentas do QAQC.

Foto: Afonso Gonçalves – TOP GEO

Padrões QAQC e amostragem na mineração

A amostragem na mineração é um dos procedimentos mais importantes para ter um controle de qualidade. Apresenta algumas definições utilizadas para a descrição de amostras de controle. As principais são: 

  • Amostras gêmeas: São usadas para avaliar o erro de amostragem e para indicar baixa ou alta variabilidade das características mineralógicas da amostra. São amostras obtidas a partir da segunda divisão de um testemunho de sondagem. Ambas amostras deverão ser preparadas e analisadas no mesmo laboratório, no mesmo lote, porém com identificações distintas, sem caracterizar quais são para controle de qualidade. 
  • Branco grosso: Amostras utilizadas para a identificação de presença de contaminação durante a etapa de preparação. São amostras de material estéril (sem mineralização), com granulometria grossa e que devem ser submetidas a todo processo de preparação junto às amostras originais do projeto. Recomenda-se inseri-los logo após as amostras mineralizadas.
  • Brancos finos: Esta ferramenta é utilizada para identificar possíveis contaminações durante a análise. São amostras de material pulverizado isentas de componentes alvo (estéreis) e devem ser inseridas e analisadas imediatamente após a mineralização das amostras. 
  • Padrões: São usados para avaliar a exatidão analítica. Constituem amostras preparadas em condições especiais, devendo constituir lotes para análise enviados a laboratórios primários e secundários. Recomenda-se um padrão de pelo menos três faixas de grau (graus baixo, médio e alto). Os critérios de acreditação são usados ​​para avaliar a precisão analítica.
  • Duplicatas grossas (ou de preparação): Ferramenta utilizada para avaliar erros durante a etapa de preparação (quarteamento). São duplicatas retiradas logo após a etapa de britagem e quarteamento. Devem compor o mesmo lote da amostra original, com números distintos, e serem analisadas no mesmo laboratório. 
  • Duplicatas de polpa: São usadas para avaliar a precisão analítica do laboratório. Constituem réplicas (duplicatas) das amostras originais, pré-trituradas, inseridas em lotes para análise e identificadas de forma diferente das amostras originais. Essas amostras são usadas para avaliar a precisão analítica do laboratório.

QAQC e aplicação nas fases de um projeto mineral

Um Projeto Mineral apresenta diversas fases ou etapas, onde há em comum a geração de dados ou amostragem, devendo portanto, seguir os procedimentos do QAQC. De forma geral, elas são: 

  • Prospecção Mineral: Esta etapa é o início de um empreendimento de mineração, sendo necessário a caracterização do minério e da rocha associada (envolvendo assim análise da sua mineralogia, teores e definição de recursos e reservas). Dessa forma, o QAQC irá promover a transparência e confiabilidade dos dados, necessários para a definição da viabilidade econômica do projeto. A amostragem e sua descrição (em testemunhos de sondagem ou manual) e o gerenciamento dos dados são importantes passos para a aplicação do QAQC.
  • Análises químicas:  Resultados confiáveis ​​e transparentes para amostras enviadas ao laboratório são fundamentais para a correta caracterização do depósito mineral e tomada de decisão. Diversas ferramentas de controle de amostragem (citadas anteriormente) são utilizadas no processo de análise química, tais como:  controle de massa, branco de preparação, duplicatas, materiais de referência.
  • Banco de dados: Todas as informações obtidas acerca do depósito mineral são gerenciadas em um banco de dados. Dessa forma, é importante que esses dados estejam corretos para não prejudicar o desenvolvimento do projeto e de próximas etapas. Um responsável pelo gerenciamento do banco de dados, permissões para cada usuário e backups devem ser realizados.
  • Modelagem Geológica: Todas as informações acerca do depósito (dados de sondagem, amostras, tipos de rocha, análises químicas, teores e densidades entre outros) são visualizadas em um modelo geológico. Dessa forma, é imprescindível que todos os dados estejam corretamente localizados e apresentados no modelo, sendo este a ferramenta essencial para a tomada de decisão do projeto mineral (como por exemplo, definir os recursos, viabilidade econômica e até mesmo onde construir a mina para a exploração do minério). 

Dessa forma, as etapas de amostragem, análises e gestão de dados juntamente com os procedimentos de QAQC são essenciais para um bom desempenho de um projeto de pesquisa ou exploração mineral.
Conte com a Core Case, temos a solução ideal para te auxiliar no armazenamento de sondagens e amostras de solo do seu projeto.

Referências

https://mrmr.cim.org/en/library/magazine-articles/quality-control-reporting-requirements-by-the-mining-industry/

http://igeologico.com.br/qaqc-transparencia-e-confianca-para-a-industria-mineral/

https://institutominere.com.br/materiais/e-book-conceitos-basicos-de-qaqc-instituto-minere

https://www.linkedin.com/pulse/qual-fun%C3%A7%C3%A3o-das-ferramentas-de-controle-qualidade-gilvana-soledade/?originalSubdomain=pt

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Lítio: entenda o motivo desse elemento ser cada vez mais relevante na mineração

O lítio foi descoberto em 1818 e é um metal leve, comumente encontrado em rochas magmáticas, não ocorrendo de maneira livre na natureza, por ser um minério bastante raro. Vale ressaltar que uma importante personalidade brasileira, José Bonifácio de Silva Andrada, descobriu 2 minerais de lítio, descrevendo e nomeando o espodumênio e a petalita.

De acordo com a S&P Global, a demanda de lítio deverá atingir 2 milhões de toneladas até 2030 e nesse contexto o Brasil pode ser um dos principais países produtores pois concentra a maior parte das reservas mundiais de lítio na América Latina.

Minerais de Lítio. Fonte: CPRM (https://www.cetem.gov.br/antigo/images/eventos/2016/ii_litio_brasil/apresentacoes/2-avaliacao_do_potencial_geologico_de_litio_br.pdf)

Esse elemento já foi nomeado inclusive como “ouro branco do século 21” já que devido a transição energética que o mundo está passando, ele pode ser utilizado em diversas fontes de energias renováveis, que devem ser adotadas pela maioria dos países nos próximos anos, sendo seu principal uso em baterias de veículos elétricos  Para saber mais sobre o lítio, leia este conteúdo até o final!

Mineração no Brasil

Em 2008, apenas 3 países tinham 85% de todo o lítio já encontrado até aquele ano no mundo, a procura por esse minério começou a aumentar bastante nos últimos anos, devido a transição energética que vai acontecer para fontes mais limpas de energia. Em 2020, segundo a USGS, o Brasil foi o quinto maior produtor de lítio, atingindo 1900 toneladas, o Chile atingiu 18 mil toneladas, sendo o segundo e a Austrália ficou em primeiro atingindo 40 mil toneladas.

Algumas pesquisas sugerem que a demanda por lítio vai aumentar em até 6 vezes até o ano de 2050. Segundo o diretor geral do SGB-CPRM, hoje a representatividade do Brasil na produção mundial de lítio é de apenas 1,5%, podendo chegar a 5% em cerca de 10 anos, mesmo com essa crescente na produção mundial.

Apesar dessa representatividade ser baixa, existem dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) publicados em 2021 que colocam o país como o sétimo no mundo a ter uma maior quantidade de lítio em seu território. Hoje estima-se que 95 mil toneladas poderiam ser exploradas com tecnologias e leis vigentes, no total de reservas disponíveis, contando o que atualmente é inacessível, está estimado em 470 mil toneladas.

Atualmente, apenas 2 empresas produzem lítio no Brasil, sendo elas a Companhia Brasileira de Lítio (CBL) e a AMG Brasil, havendo uma série de empresas com projetos em andamento. Entre elas, a Sigma Lithium, que deve iniciar a venda do minério até o fim do ano de 2022 e investiu R$ 2,3 bilhões nos seus empreendimentos no país.

O Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, concentra a maior parte das reservas conhecidas no Brasil, sendo a extração desse minério realizada em pedreiras de pequeno e médio porte. É importante ressaltar que, cada vez mais, existe um esforço do Ministério de Minas e Energia em mapear outras regiões com potencial para produção e exploração de lítio.

Novos estudos para lítio no Brasil

O SGB-CPRM fez uma primeira pesquisa no Vale do Jequitinhonha, nordeste de Minas Gerais, onde estão as principais mineradoras de lítio do estado, a segunda fase do projeto está em finalização e estuda ocorrências nos estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba, além disso, uma terceira fase, deve ser iniciada para a verificação de ocorrências no estado do Ceará.

A ideia dessas campanhas é entender mais sobre a Província Pegmatítica da Borborema, localizada entre os estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba e conhecer melhor as áreas já mineralizadas, além de descobrir novos depósitos.

Vale ressaltar que o tempo entre descobrir o lítio em um local e se começar a produção pode chegar até dez anos, pois existem alguns desafios, entre eles, o de agregar valor ao minério que o Brasil ainda não domina, sendo essas uma das áreas onde haverá investimento.

Uma das principais indústrias interessadas na mineração de lítio é a indústria automotiva, pois ele é essencial no uso de veículos elétricos, já que, para fabricar uma bateria para este tipo de automotivo, é necessário lítio.

Lítio e a energia limpa

Atualmente, 70% do lítio mundial já é usado para a produção de baterias e espera-se um salto da produção brasileira até 2025, já que essa demanda vai ser cada vez maior e espera-se que cada vez mais veículos elétricos estejam presentes no país. A Tesla, que é uma das principais empresas do mundo, revelou que quase metade dos veículos que produziu no primeiro semestre deste ano foram equipados com baterias de fosfato de ferro e lítio.

Carro Bateria 2
Bateria de lítio. Fonte: https://carroeletrico.com.br/blog/bateria-litio/

Além de baterias para veículos elétricos, ele é usado também para a energia solar, eólica e em reatores de energia nuclear. Na própria estratégia do Departamento de Energia dos Estados Unidos, o lítio está entre as 16 matérias primas consideradas fundamentais para a transição energética.

Decreto que facilita o comércio de Lítio no Brasil

No dia 06 de Julho de 2022, foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) o Decreto n° 11.120, que promove a abertura e dinamização do mercado brasileiro de lítio. Este decreto permite as operações de comércio exterior de minerais e minérios de lítio e seus derivados e possui o objetivo de posicionar o Brasil como um dos principais países para a mineração de lítio.

Lítio. Fonte: Metais BR (https://www.metaisbr.com/wp-content/uploads/Produto-Litium.jpg)

Com essa flexibilização, são esperados mais de 7 mil empregos diretos na mineração do lítio, chegando a um total de 84 mil empregos diretos e indiretos na sua cadeia produtiva. Dessa forma, o lítio será cada vez mais estratégico não só para o país, mas para o mundo nos próximos anos.


A Core Case desenvolveu produtos plásticos e soluções com o objetivo de transportar e acondicionar testemunhos de sondagem diamantada, sendo eles produzidos em plástico 100% reciclado e reciclável, com formato ergonômico, leve e fácil de transportar, sendo também mais durável. 

Se você ou sua empresa atuam nesse ramo, faça como as maiores mineradoras e empresas de perfuração, utilize os produtos Core Case e garanta a qualidade de suas amostras


Referências:

https://forbes.com.br/forbes-money/2022/07/brasil-pode-se-tornar-uma-potencia-na-producao-de-litio-diz-sigma/

https://www.tecmundo.com.br/ciencia/231948-brasil-precisa-ciencia-explorar-litio-agredir-ambiente.htm

https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/decreto-n-11.120-de-5-de-julho-de-2022-413346932

https://www.cetem.gov.br/antigo/images/eventos/2016/ii_litio_brasil/apresentacoes/2-avaliacao_do_potencial_geologico_de_litio_br.pd

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A mineração e a energia limpa

À medida que a demanda por energia renovável continua a crescer, a indústria da mineração enfrenta um momento decisivo para se tornar um contribuinte reconhecido para uma transição energética mais ampla.

A mineração é fundamental para o crescimento da energia renovável, pois a tecnologia verde depende fortemente de certos metais e minerais – que vem da mineração.

Assim, ambos os setores – mineral e energético – devem passar por adaptações para que a crescente demanda por esses materiais seja atingida. 

Neste texto iremos abordar as principais características da transição energética (a chamada energia limpa) e sua relação com a indústria mineral. Leia até o final para saber mais sobre esse assunto importante!

Energia renovável no futuro

Os efeitos das mudanças climáticas já atuantes em diversas partes do mundo e os alertas feitos pelos cientistas, sobretudo no último relatório do IPCC, apontam já para uma situacao alarmante no sistema energético de todo o mundo. 

O aumento do nível do mar, ondas de calor intensas, perda de habitat e espécies animais, secas e inundações, levaram a pedidos globais para diminuir os impactos das mudanças climáticas – que devem acontecer o quanto antes.

Seguindo o Acordo de Paris e a pressão global, governos e grandes empresas estão tentando reduzir as emissões de dióxido de carbono relacionadas à energia. Eles procuraram alcançar isso principalmente por meio da implantação de formas renováveis de energia, como energia eólica, solar e hidrelétrica.

A Agência Internacional de Energia Renovável prevê que, para atingir as metas climáticas, a participação total de energia renovável deve aumentar em cerca de dois terços até 2050, sugerindo que as energias renováveis podem representar 60% ou mais do consumo final total de muitos países. 

Essa demanda significa que as fontes de energia renovável precisarão aumentar sua capacidade e geração. Por exemplo, a capacidade instalada cumulativa global de energia eólica onshore precisará aumentar mais de três vezes até 2030 e nove vezes até 2050. 

Para energia eólica offshore, o aumento precisaria ser dez vezes até 2030. Em termos de energia solar, a capacidade global precisará crescer de um total de 480 gigawatts em 2018 para 2.840 gigawatts em 2030 e 8.519 gigawatts em 2050. Já a energia solar tem previsão de atingir 8.519 gigawatts de capacidade em todo o mundo até 2050

Essas mudanças são significativas e para isso as empresas precisam estar atentas às demandas atuais que além de serem necessárias para o meio ambiente, impactam na economia – a pauta ESG e da sustentabilidade cada vez mais atraem investimentos, e dessa forma, é necessário atender de forma ampla tais demandas.

Energia limpa e dependência da mineração

As discussões em torno da energia sustentável e da cadeia de suprimentos global muitas vezes estão em desacordo com o fato de que um plano de dependência de energia renovável é fortemente dependente da indústria de mineração – pois ela fornece os metais e minerais necessários para sua construção e operação.

A energia solar depende do fornecimento de alumínio, cobre e certos elementos de terras raras (incluindo índio e cádmio) para produzir painéis fotovoltaicos. 

Da mesma forma, as turbinas eólicas são feitas de aço e sua fabricação depende, portanto, da produção de ferro, mas também certos elementos de terras raras, como o neodímio, são necessários para os ímãs usados no interior dos geradores de turbina. 

De maneira mais geral, o cobre é essencial para toda a infraestrutura de geração de energia, bem como para a tecnologia de veículos elétricos (EV).

Terras Raras e turbinas eólicas

Por exemplo, o caso dos metais de terras raras, como disprósio e neodímio. Ambos os metais são usados para fazer ligas para os ímãs permanentes encontrados em geradores de turbinas eólicas, com a China minerando cerca de 63% do mercado global de terras raras. Atualmente, uma única turbina eólica de cinco megawatts requer uma tonelada de liga. 

Dadas as previsões futuras para a energia eólica, a demanda global por neodímio e disprósio está projetada para aumentar em 2,1 vezes, com 65% de novas turbinas, instaladas nos próximos dez anos, incorporando tecnologia que necessita de metais de terras raras. 

Cobre e usinas eólicas

Da mesma forma, o cobre está em alta demanda devido à sua alta condutividade e durabilidade. Dentro de uma turbina eólica instalada, o teor de cobre é de 2,5 a 6,4 toneladas por megawatt, usado no gerador, transformadores e cabeamento. 

O mercado eólico global atualmente requer uma média de 450 quilotons de cobre por ano e espera-se que isso aumente para 600 quilotons por ano até 2028. Esse número provavelmente aumentará substancialmente, considerando que os requisitos futuros de energia renovável levarão a turbinas eólicas maiores e não obstante as necessidades de cobre para outras tecnologias, como energia solar e veículos elétricos. 

A demanda por cobre devido apenas aos veículos elétricos deverá aumentar em 1.700 quilotons até 2027, uma vez que os veículos elétricos devem atingir mais de 7% das vendas anuais de veículos até 2025. 

Cobre e metais de terras raras são difíceis de substituir e sua reutilização depende de iniciativas de reciclagem, o que significa que sua mineração contínua é essencial para apoiar a indústria de energia renovável. 

Prata e painéis solares

A prata, devido à sua alta resistividade, é utilizada nas células solares na forma de uma pasta que recolhe a eletricidade da célula, para que possa ser armazenada ou consumida. O metal é utilizado em 95% dos painéis fotovoltaicos instalados, o que equivale a 9% da produção global total de prata. 

Com a capacidade de energia solar a crescer rapidamente, a demanda por mineração de prata é alta.

Baterias de armazenamento – cobre, lítio, níquel e cobalto

Dada a sua natureza intermitente, o aumento da geração de energia renovável exigirá grandes unidades de armazenamento de energia, o que, por sua vez, levará ao aumento da demanda pelos minerais contidos nas baterias de armazenamento, principalmente cobre, lítio, níquel e cobalto. 

No entanto, há temores de que o rápido aumento da demanda por esses metais não possa ser atendido com base nas taxas de produção atuais. Fabricantes de automóveis, como Tesla e Mercedes-Benz, já estão cortando as previsões de produção devido a preocupações com a oferta.

Desafios da mineração para energia limpa e sustentável

Mina de cobre Carajás-PA.

O objetivo central da mudança para energias renováveis é a redução das emissões de gases de efeito estufa, causadas por combustíveis fósseis. 

Entretanto, essa mudança não pode causar ainda mais impactos ao meio ambiente que estamos tentando preservar e, dessa forma, exige que as operações de mineração se tornem mais sustentáveis em paralelo a transição energética.

As mudanças climáticas também representam uma ameaça mais ampla para o setor de mineração. Metais que provavelmente terão um crescimento na demanda, devido à sua importância na produção de tecnologia de energia renovável, tendem a se concentrar em áreas vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas.

Além disso, as atividades do setor mineral também necessitam de energia, e portanto, também são fontes emissoras de gases do efeito estufa. 

A indústria mineral, que já tem seus impactos ambientais difundidos pelo conhecimento geral da sociedade, tem assim, ainda mais desafios para mudar este cenário, visto que a demanda por minerais será contínua – assim como a necessidade de adaptação a um mundo mais sustentável. 

Mineração mais sustentável, energia limpa e oportunidades

O Financial Times informou em setembro de 2019 que o número de investidores institucionais que se comprometeram a remover completamente os combustíveis fósseis de seus portfólios até 2030 saltou de 180 em 2014 para mais de 1.100, representando cerca de US$ 11 trilhões em ativos. 

Assim, ao mesmo tempo em que a demanda por energia renovável continua a crescer, o entusiasmo pelo investimento em combustíveis fósseis e mineração está diminuindo.

Dessa forma, os desafios ao setor são grandes e será necessário contínuas adaptações para gerenciar uma pauta ESG ampla e detalhada, atraindo assim investimento e desenvolvimento adequado às demandas atuais.

A indústria da mineração, portanto, deve atentar a oportunidades que as energias renováveis apresentam como uma das várias soluções para se tornar uma indústria mais sustentável. 

Uma das principais vantagens da energia renovável aplicada na mineração é que ela pode suprir as necessidades energéticas das operações de mineração em áreas remotas, onde o custo de construção da infraestrutura necessária para conectar a mina à rede ou a construção de uma usina convencional seria significativo. 

Assim, com os avanços na tecnologia de energia renovável e o compromisso de alguns dos principais players do setor, o setor está pronto para a mudança e há muitos benefícios para as empresas de mineração que mudam para as energias renováveis:

  • Dependência reduzida de combustíveis fósseis que são vulneráveis às flutuações de preços globais e diminuição das emissões de carbono

  • Satisfação dos critérios ambientais e sociais (ESG) utilizados para medir a sustentabilidade de um determinado projeto – este será um pré-requisito para investidores e credores


Nosso Core é a preservação

A CORE CASE é uma companhia brasileira-canadense com 11 anos de existência que se consolidou no mercado de mineração e está presente nas mais importantes empresas do segmento.

Os cases e acessórios Core Case são produzidos em plástico 100% reciclado e reciclável (Polipropileno – PP), têm formato ergonômico, são resistentes, leves e fáceis de transportar, além de serem mais duráveis que as caixas de madeira e de outros materiais.

Se quiser saber mais sobre nossos serviços, entre em contato conosco!


Referências

https://www.irena.org/

https://www.wfw.com/articles/the-mining-industry-an-essential-part-of-a-renewable-future/

https://www.wfw.com/articles/mining-renewable-energy-a-greener-way-forward

https://www.land-links.org/wp-content/uploads/2021/11/Green-Energy-Minerals-Report_FINAL.pdf

https://www.iea.org/reports/the-role-of-critical-minerals-in-clean-energy-transitions

https://www.atlasrenewableenergy.com/en/projects

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Testemunho de sondagem: Caixas de madeira vs. caixas de plástico

Os testemunhos e materiais coletados por métodos de sondagem são produtos de amostragem essenciais em um projeto mineral, os quais caracterizam o tipo de depósito e serão utilizados em posteriores análises. As campanhas de sondagem e perfuração em um projeto são procedimentos de alto custo e por isso deve haver medidas para a correta gestão dos materiais amostrados, a fim de melhor preservá-los.

Milhões de dólares podem ser gastos em um projeto para fazer uma campanha de perfuração incrível, porém após todo o procedimento de coleta, decide-se armazenar as amostras em condições duvidosas, optando por caixas de madeira que eventualmente são mais baratas.

Você já pensou sobre a forma de armazenamento dos testemunhos de sondagem?

Milhões de dólares podem ser gastos em um projeto para fazer uma campanha de perfuração incrível, porém após todo o procedimento de coleta, decide-se armazenar as amostras em condições duvidosas, optando por caixas de madeira que eventualmente são mais baratas. Esse fator pode ser crucial para uma má gestão das amostras, podendo ocorrer perdas significativas em resultado das condições de armazenamento. Ou seja, acaba investindo alto nos furos de sondagem, mas no armazenamento dos dados para que fiquem bem embalados e organizados para futuras análises e consultas aos auditores, decide optar apenas pelo critério econômico.

Lembre-se que os testemunhos não são apenas os dados do seu projeto, são o legado geológico do depósito mineral da sua empresa.

Dessa forma, pensar em uma alternativa inteligente para o armazenamento dos testemunhos de sondagem de seu empreendimento é a maneira ideal para a gestão das amostras!

Caixas plásticas Core Case - por que usar

Sistemas de informação geográfica

A utilização de caixas de madeira para transporte e armazenamento de amostras diamantadas gerou uma série de dificuldades, comuns a muitas empresas do setor de mineração. A Core Case desenvolveu novos produtos para esta tarefa, que ofereceram uma nova alternativa ao mercado, que resolve esses problemas e traz outros benefícios.

Principais benefícios das caixas de plástico Core Case: Melhor custo benefício: O uso a médio e longo prazo dos produtos Core Case geram um melhor custo benefício comparado com outros materiais, como madeira ou metal. 

  • Transporte econômico: As caixas plásticas da Core Case são mais leves que a madeira, o que reduz significativamente o custo durante o transporte.
  • Sustentabilidade e ESG: Seu empreendimento segue as estratégias de ESG? Os produtos Core Case são fabricados com materiais 100% reciclados.
  • Maior durabilidade: O plástico tem uma vida útil maior em relação às caixas de madeira, principalmente se armazenado adequadamente.
  • Uso eficiente do espaço: Os produtos Core Case melhoram consideravelmente a organização dos armazéns e locais de armazenamento reduzindo a necessidade de alto investimento em infraestrutura.
  • Maior capacidade de empilhamento. Resistência e sem riscos de contaminação: Os produtos Core Case apresentam menor risco de incêndio quando comparados às caixas de papelão e madeira. O plástico é um material inerte que não reage quimicamente com outras substâncias. As caixas Core Case possuem furos para drenagem da água, evitando a contaminação com a caixa empilhada abaixo. Na tabela abaixo podemos comparar os diferentes tipos de caixa de armazenamento de testemunhos disponíveis no mercado.

Indústria da mineração, desenvolvimento tecnológico e sustentabilidade.

Além dos benefícios econômicos ao utilizar caixas adequadas para o armazenamento de testemunhos de sondagem geológica do seu empreendimento mineral, sabemos que a indústria da mineração passa por um momento chave no uso de novas tecnologias para diminuir os impactos ambientais gerados no processo industrial. Ao utilizar caixas de plástico produzidas com material 100% reciclado que possuem maior durabilidade que outros materiais, o seu empreendimento contribui para a diminuição do descarte de resíduos ao meio ambiente, investindo em um material com uma proposta inovadora para o setor mineral.
Nosso Core é a preservação O princípio da Core Case é fazer tudo com materiais 100% reciclados. O objetivo da Core Case é preservar o planeta por meio da exploração responsável, fomentando a sustentabilidade. Temos o compromisso de aprimorar constantemente nossos processos e desenvolver soluções inovadoras para limitar os impactos ambientais negativos (sempre que possível) e minimizar a produção de resíduos nocivos à natureza.

Nosso Core é a preservação

O princípio da Core Case é fazer tudo com materiais 100% reciclados. O objetivo da Core Case é preservar o planeta por meio da exploração responsável, fomentando a sustentabilidade.

Temos o compromisso de aprimorar constantemente nossos processos e desenvolver soluções inovadoras para limitar os impactos ambientais negativos (sempre que possível) e minimizar a produção de resíduos nocivos à natureza.

Então faça como as maiores mineradoras e empresas de perfuração, utilize os produtos CORE CASE e garanta a qualidade de suas amostras.

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Amostragem na Mineração

Um dos processos importantes na caracterização de um depósito mineral é o processo de amostragem – que é o processo de coleta sistemática e de forma especializada do material de análise.

A amostragem de depósitos minerais metálicos ou industriais é realizada por diversas razões e em várias fases da sua avaliação e exploração. 

A indústria de mineração coleta rotineiramente amostras para auxiliar na tomada de decisões, seja para exploração, estimativa de recursos, controle de teor ou planejamento da mina. 

Neste texto vamos abordar as principais características da amostragem na mineração. Leia até o final para saber mais!

O que é a amostragem na mineração?

O processo de amostragem na mineração consiste na retirada de quantidades de material (incrementos) de um todo que se deseja amostrar (população), para a composição da amostra primária ou global, de tal forma que esta seja representativa em relação à população da qual foi extraída.

A amostra é, portanto, uma quantidade representativa do todo que se deseja amostrar (população) e é composta por incrementos.

A amostragem se caracteriza como um processo de seleção e inferência, onde visa representar da forma mais concreta possível um todo  (um depósito mineral, por exemplo) através da análise de suas partes (amostras). 

As amostras são preparadas e enviadas a posteriores análises de laboratório, possibilitando um aumento do conhecimento do depósito ou jazida.

A representatividade da amostragem está relacionada com as características de interesse de análise do depósito, tais como: 

      • Tipo de rocha e minerais presentes;

      • Densidade;

      • Teor;

      • Umidade;

      • Porosidade;

      • Granulometria;

    A importância da amostragem de minérios se relaciona a:

        • Avaliação de depósitos minerais (quantificação, viabilidade econômica etc.)

        • Controle de processos (variabilidade, capabilidade etc.)

        • Comercialização de produtos (inspeção, classificação de lotes etc.)

      Amostragem e representatividade do depósito

      Estimativas precisas de recursos dependem da coleta de amostras confiáveis durante a exploração. 

      Os programas de amostragem devem, portanto, ser cuidadosamente projetados para minimizar as chances de coleta de material tendencioso, não representativo ou contaminado. 

      Seja para amostras de coleta direta e manual, em trincheiras ou testemunhos de sondagem, o processo de amostragem deve ser adaptado à mineralização alvo e às condições do solo.

      Protocolos de amostragem mal projetados podem resultar em risco elevado do projeto, aumentando a variabilidade. 

      Protocolos de coleta, preparação e ensaio ou trabalho de teste de amostras que são otimizados para se adequar ao tipo de minério, juntamente com os sistemas QAQC reduzirão a variabilidade.

      Erros na amostragem mineral

      Segundo GÓES, LUZ e POSSA (2004, p. 19)

      “Uma amostragem mal conduzida pode resultar em prejuízos vultosos ou em distorções de resultados com consequências técnicas imprevisíveis”.

      “A amostragem é, sem dúvida, uma das operações mais complexas e passíveis de introduzir erros, deparadas pelas indústrias da mineração e metalurgia”

      O erro na amostragem mineral se refere à diferença entre o valor de uma dada característica de interesse e a estimativa desta característica na amostra analisada. 

      Técnicas de correção desses erros no processo de amostragem são aplicadas a fim de obter resultados satisfatórios.

      Tipos de amostragem mineral

      O processo de amostragem em um projeto mineral pode ser realizado de duas formas principais:

          • Amostragem aleatória: É normalmente utilizada quando se dispõe de pouca informação sobre o material a ser amostrado. Os incrementos são escolhidos de maneira aleatória (todas as partes do material tem a mesma probabilidade de serem selecionados)

          • Amostragem sistemática: Os incrementos são coletados a intervalos regulares, predefinidos.

        A amostragem podem ser feita a partir de diversos métodos, tais como:

            • Amostragem de exposições existentes, coletas manuais.

            • Uso de escavações manuais ou mecanizadas (ex. trincheiras)

          Amostragem e etapas do Projeto Mineral

          Durante a fase de exploração, a amostragem é em grande parte confinada à análise de cascalhos de perfuração ou testemunhos, e visa a avaliação de interseções do depósito. 

          Os fragmentos e cascalhos de perfuração são pedaços quebrados de material sólido removidos de um poço perfurado por métodos rotativos, de percussão ou de trado e trazidos à superfície na lama de perfuração.

          Durante a fase de exploração, a amostragem é utilizada para definir o teor sobre espessuras lavráveis, levando em consideração não apenas a zona mineralizada, mas também sua potencial diluição por material de baixo teor ou estéril.

          Caracterização de depósitos minerais para fins de amostragem

          O modo de ocorrência e morfologia de um depósito mineral tem impacto considerável no tipo e densidade de amostragem e na quantidade de material necessária. 

          O tipo de amostra e o número coletado dependem de uma série de fatores que incluem:

              • Tipo de depósito mineral – composição e estrutura

              • Distribuição e granulometria

              • Fase do processo de avaliação

              • Existência de acessibilidade direta a mineralização

              • Custo da amostragem

            Dessa forma, a partir de uma gama de conhecimento prévio sobre o depósito ou jazida de interesse, deve-se fazer o estudo sobre quais os tipos, objetivos e métodos de amostragem a serem empregados no projeto mineral.


            Core Case – um sistema completo e inovador para o gerenciamento de testemunhos de sondagem.

            A utilização das caixas de madeira para transporte e acondicionamento de testemunhos de sondagem diamantada trazia dificuldades operacionais, comuns em muitas empresas do ramo de mineração. 

            Os cases e acessórios Core Case são produzidos em plástico 100% reciclado e reciclável (Polipropileno – PP), têm formato ergonômico, são resistentes, leves e fáceis de transportar, além de serem mais duráveis que as caixas de madeira e de outros materiais. Reduzindo assim o impacto ambiental com o uso da madeira e retirando resíduos plásticos do ambiente fazendo o uso da reciclagem.

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            Referências

            https://link.springer.com/content/pdf/10.1007%2F978-94-011-9714-4_2.pdf

            https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/596/o/Apresenta%C3%A7%C3%A3o%20sobre%20T%C3%A9cnicas%20de%20Amostragem%20e%20Controle%20de%20Qualidade.pdf

            http://mineralis.cetem.gov.br:8080/bitstream/cetem/174/1/stm-49.pdf

            https://institutominere.com.br/files/thumbs/blog_0446-42880354082_782999f547_o-800×480.jpg?v=1648571 

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            Sondagem aplicada a construção civil

            Para realizar um empreendimento imobiliário, seja ele visando a própria moradia ou a construção de prédios comerciais, turísticos, dentre outros, é necessário que todas as etapas de estudo do solo sejam realizadas com o maior nível de excelência e cuidado possível, e um desses estudos é a sondagem.

            A sondagem consiste em um processo de reconhecimento e caracterização do terreno, sendo uma maneira muito eficiente e completa de conhecer as características do local em que a construção será realizada. 

            Segundo Márcio Leão, geólogo e pós-doutor em Geotecnia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), “o objetivo de uma sondagem de solo é fornecer dados geotécnicos representativos das condições do terreno que sejam relevantes para o empreendimento considerado”.  

            A partir dos métodos de sondagem utilizados na construção civil é possível captar informações como:

              • identificação das diferentes camadas do solo;

              • classificação de cada camada;

              • nível do lençol freático;

              • resistência das camadas.

            Estes dados são cruciais no processo de tomada de decisões em relação ao projeto, viabilizando uma execução mais eficiente, precisa, segura e econômica, com informações a respeito do posicionamento da edificação no terreno e o melhor tipo de fundação, evitando uma série de patologias à obra (BELINCANTA,1985).

            Tipos de Sondagem realizadas na Construção Civil

            Sondagem à Trado

            Manuais ou mecanizados, os mais comuns são a concha (ou cavadeira) e helicoidal.

            Este tipo de sondagem consiste em uma escavação com pequeno diâmetro e profundidade reduzida, que tem o objetivo de coletar amostras deformadas para realizar ensaios laboratoriais, sendo possível determinar o perfil do solo investigado.

            Nessa categoria, também podemos citar os Trados Manuais.

            Esse método é geralmente mais simples do que as outras opções, rápido e econômicos, porém não são tão eficazes quanto a profundidade, pois penetra somente as camadas de solo acima do nível d’água e com baixa resistência. 

            Outro método dentro dessa categoria é o Trado Mecânico: 

            Método muito utilizado nos canteiros de obra pois é um processo limpo que não produz lama, é fácil de ser transportado e mobilizado dentro da obra, requer um número pequeno de operadores e é de execução relativamente rápida. 

            A Sondagem a Trado é bastante utilizada em obras de saneamento e de estradas.

            Sondagem à percussão SPT

            Também chamada de sondagem SPT (Standard Penetration Test) é o processo mais utilizado para determinar o tipo de solo, a resistência e o nível de água. 

            É um método de investigação de solo cujo avanço da perfuração é feito por meio de trado ou de lavagem, sendo utilizada a cravação de um amostrador para a medida de índices de resistência à penetração, obtenção de amostras, determinação do nível d’água e execução de vários ensaios in situ.

            O número de golpes necessário para perfurar a rocha permite determinar a resistência do solo. 

            A sondagem SPT é bastante utilizada em obras de engenharia.

            Sondagem Rotativa

            É a sondagem que apresenta o maior custo, porém é a sondagem com mais vantagens, uma vez que possibilita a análise de maiores profundidades e diversos outros tipos de solos a serem perfurados, além de ser de fácil transporte.

            Consiste no uso de um conjunto motomecanizado destinado à perfuração de maciços rochosos e obtenção de amostras de materiais rochosos com formato cilíndrico, chamadas de testemunho. Pode também amostrar solos e outros materiais.

            É um dos métodos mais utilizados para a qualificação de maciços rochosos.

            Dados adquiridos a partir da Sondagem

            Após apresentar os principais tipos, podemos dizer que as sondagens: 

             

              • Fornecem dados geotécnicos adequados para todos os aspectos de um projeto econômico, seguro e confiável de fundações, terraplenagens e obras temporárias, incluindo uma avaliação dos efeitos de quaisquer usos anteriores do local; 

              • Avalia os problemas associados à construção da obra decorrentes das condições subterrâneas, incluindo obras temporárias, escavações e drenagem; 

              • Considera as alterações na estabilidade, drenagem ou outros aspectos geotécnicos do terreno e de edifícios circundantes; 

              • Compara métodos alternativos de construção e os seus impactos no solo.

            Percebe como a sondagem é uma prática essencial para a construção civil?

            Realizar essa etapa em seu empreendimento traz segurança financeira, eficiência aos processos, reduz os riscos durante a obra, além de garantir segurança para aqueles que irão comprar/alugar/frequentar aquele ambiente depois de finalizado.

            Conte com a Core Case em seus projetos.

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            Referências

            Core Case. https://corecase.com.br/en/core-case-blog/ 

            Concrete Digital. https://digital.concreteshow.com.br/na-obra/sondagem-de-solo-para-construo-civil-dicas-e-informaes 

            Alcance Engenharia. https://alcancejr.com.br/sondagem-de-solos/ 

            Lajes Contim. https://www.lajescontim.com.br/construc-a-o/perguntar-o-que-e-sondagem-na-construcao-civil.html 

            Revistas Braz Cubas. https://revistas.brazcubas.br/index.php/pesquisa/article/view/683/719 

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